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Vídeo: “Nem deu tempo dela chorar”: sem esboçar sentimento, homem conta como matou mãe e bebê

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Onça Pintada by Onça Pintada
19:47 quarta-feira, 28 maio 2025
in Polícia
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Em um depoimento marcado pela frieza e ausência de remorso, João Augusto Borges, suspeito do assassinato da companheira Vanessa Backes e da filha do casal, a bebê Sophie, de apenas 9 meses, detalhou como cometeu os crimes que chocaram Campo Grande (MS) e todo o país. A confissão foi prestada no dia 27 de maio, ao delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante cerca de 37 minutos.

João narrou, com riqueza de detalhes e insensibilidade extrema, o histórico do relacionamento com a vítima e os momentos que antecederam e sucederam o duplo homicídio. Segundo ele, o casal se conheceu por meio do aplicativo Tinder e, após dois meses de relacionamento, passaram a viver juntos. Ele descreve a relação como “conturbada”, com brigas constantes e discussões acaloradas.

Ao ser questionado sobre ciúmes, João afirmou não ser uma pessoa ciumenta, mas relatou incômodo apenas com o trabalho de Vanessa em uma plataforma de conteúdo adulto, a Privacy. Disse, entretanto, que não se incomodava com as roupas curtas da companheira ou com o fato dela sair sozinha.

Durante o depoimento, João tenta justificar o comportamento violento citando experiências traumáticas na infância. Disse que cresceu em um ambiente de violência doméstica provocada pelo irmão dependente químico, e que isso o teria tornado uma pessoa “raivosa”. Afirmou ter sofrido bullying e agressões físicas, mas negou ter sido vítima de violência sexual.

Ele alegou que o relacionamento com Vanessa era instável, com episódios de agressão por parte dela. Mostrou supostas marcas no rosto, que teriam sido resultado de tapas desferidos pela vítima pouco antes do crime. João afirmou que suportava essas situações por medo de perder o contato com a filha, já que, segundo ele, Vanessa o ameaçava com alienação parental e dizia que “sumiria” com a criança.

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A parte mais perturbadora do depoimento é a descrição do crime. Sem demonstrar qualquer emoção, João explicou passo a passo como matou Vanessa usando um golpe conhecido como “mata-leão”, aprendido durante o tempo em que serviu ao Exército. Imobilizou a vítima com os braços e as pernas, impedindo qualquer reação.

Sobre a morte da filha, Sophie, a frieza é ainda mais assustadora. Ao ser confrontado pelo delegado, João relatou que a bebê estava brincando e, então, a pegou pelo pescoço e apertou até matá-la. Em seguida, levou os corpos para o banheiro da residência e os trancou no cômodo. Ele então retornou ao trabalho, alegando que precisava de atendimento médico para tratar ferimentos supostamente causados pela queda durante o crime.

Na unidade de saúde (UPA), disse ter sido mordido por um cachorro e solicitou curativos para os ferimentos. Após o atendimento, voltou ao trabalho, bebeu água, se despediu de colegas e saiu como se nada tivesse ocorrido. Disse que não se sentia nervoso ou abalado.

Horas depois, voltou para casa e arrastou os corpos da filha e da companheira até o porta-malas de seu carro. Colocou-as como se estivessem abraçadas e saiu com o intuito claro de “se livrar dos cadáveres”.

João relatou que comprou um galão por R$19 e abasteceu com R$13 de gasolina em um posto de combustíveis próximo à sua residência, identificado como Posto Saito. Em seguida, dirigiu até o bairro Indubrasil, que considerava afastado e, por isso, ideal para ocultar os corpos. No local, incendiou os cadáveres.

Ele afirmou ter agido sozinho, apesar de ter tentado contato com um conhecido para pedir ajuda, sem sucesso.

O caso segue em investigação. A brutalidade e a frieza do depoimento reforçam a gravidade dos crimes e geram revolta e comoção na população. A polícia trabalha com todas as evidências colhidas e a expectativa é de que João Augusto responda por feminicídio, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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