Investigação aponta fraude, estelionato e lavagem de dinheiro envolvendo engenheiros e empresas de serviços; R$ 700 mil em dinheiro e arma de fogo foram apreendidos
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), com apoio da DENAR, DERF, DEFURV e DHPP, deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação “Abalo Sísmico”, visando cumprir mandados de busca e apreensão em Campo Grande/MS, Sorocaba/SP, Campinas/SP e Votorantim/SP.
A ação decorreu de investigações que apuram um esquema criminoso envolvendo engenheiros de uma grande incorporadora de empreendimentos imobiliários, responsáveis pela construção de edifícios de luxo na Capital. Segundo a polícia, eles atuavam em conluio com empresas prestadoras de serviços de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais.
Entre os crimes investigados estão furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízos estimados em cerca de R$ 5 milhões à empresa vítima.
Ao longo da investigação, o GARRAS identificou o envolvimento de engenheiros, almoxarifes e responsáveis por empresas de serviços de construção, resultando em medidas cautelares deferidas pelo Judiciário. Nesta terça-feira, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão — 7 em Campo Grande, 2 em Votorantim, 1 em Campinas e 1 em Sorocaba.
Seis suspeitos também tiveram decretadas medidas cautelares alternativas à prisão, incluindo proibição de contato entre investigados e restrição de saída da comarca sem autorização judicial.
Durante as diligências, a polícia apreendeu cerca de R$ 700 mil em espécie na residência de um dos suspeitos, além de aparelhos celulares. Em outro imóvel, foi localizada uma arma de fogo calibre .22 e munições sem documentação, resultando na prisão em flagrante do responsável pelo armamento.
O nome da operação, “Abalo Sísmico”, simboliza o objetivo da investigação: revelar, como em um terremoto subterrâneo, os ilícitos cometidos durante a execução das fundações dos prédios, que geraram prejuízos milionários à incorporadora.
A polícia segue investigando o caso, com o objetivo de apurar todos os crimes e responsabilidades envolvidos no esquema.






