Conselho municipal denuncia comentários ofensivos contra celebração do Dia de Iemanjá; caso será investigado pela Polícia Civil.
O Conselho Municipal de Defesa e Desenvolvimento dos Direitos Afro-brasileiros (Comafro) registrou na Polícia Civil uma denúncia de racismo religioso envolvendo uma moradora de 57 anos do Conjunto Residencial Monte Carlo, em Dourados.
O registro foi feito pelo presidente do conselho, que também atua como investigador de polícia, após ser procurado por membros da entidade.
O boletim de ocorrência inclui um “print” de um comentário feito em uma publicação que mostrava um ato de celebração do Dia de Iemanjá, realizado por um líder de religião de matriz africana. Na postagem, a mulher teria se referido ao ato como “putaria” e “maldição”, sugerindo que os participantes deveriam pedir perdão a Deus.
Segundo o conselho, não se trata de “mero proselitismo religioso”, mas de uma manifestação de desprezo e ódio. O órgão também destacou que ataques como esse têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, reforçando a necessidade de ações rápidas das autoridades para proteger os direitos das minorias sociais.
Em vídeo publicado nas redes sociais do conselho, o presidente afirmou: “Ninguém precisa ofender outra religião para reafirmar a sua. É só respeitar. Vivemos numa sociedade plural, onde pessoas pensam e creem de formas diferentes. Se for necessário, vamos registrar, e neste caso vamos cobrar.”
O caso foi registrado na Depac como prática de discriminação ou preconceito de raça por meio de redes sociais e será investigado pelo 1º Distrito Policial.






