Jovem de 16 anos apresentou sintomas graves de dengue e faleceu após espera prolongada e falta de informações; irmã relata falhas no atendimento
A morte de João Arthur Santana da Silva, 16 anos, em Nioaque gerou comoção e questionamentos sobre o atendimento hospitalar na cidade.
De acordo com relatos da irmã, o jovem deu entrada no hospital no dia 5 de março com sintomas leves e recebeu alta após medicação.
Três dias depois, ainda segundo a família, voltou ao hospital com sintomas agravados, incluindo febre alta, dores de cabeça e vômitos, sendo diagnosticado com dengue e novamente liberado após receber soro e medicamentos.
No dia 10 de março, conforme a familiar, o adolescente retornou ao hospital por volta das 7h30 com quadro crítico: dores nas costas, vômitos com sangue, falta de ar e saturação de oxigênio em nível crítico de 70%. A irmã relata que ele aguardou por duas horas antes de ser atendido, enquanto outros pacientes eram atendidos à frente.
Segundo o depoimento, ele chegou caminhando e conversando, mas, ao longo do dia, seu estado se agravou. Por volta das 16h, foi retirado do quarto para a realização de um procedimento sem consentimento da família.
Mais tarde, foi informado que o adolescente seria transferido para outra cidade, mas a irmã relata ter visto o irmão desacordado antes do transporte. Pouco antes das 20h, a família recebeu a notícia do falecimento.
A irmã questiona a capacidade do hospital para procedimentos de emergência, como intubação, e afirma que não houve autorização familiar para os procedimentos realizados. Ela também destaca divergências entre a causa da morte registrada na vigilância e a certidão de óbito.
Em nota, a família afirmou que busca justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do adolescente, lembrando-o como um jovem alegre, atleta e querido por amigos e familiares. O adolescente era conhecido como “camisa 4” e deixa uma comunidade enlutada.
O caso gerou comoção em redes sociais e homenagens durante partidas de futebol na região, reforçando a memória do jovem e a importância de apuração rigorosa do ocorrido.
O espaço segue aberto para posicionamento do hospital.






