Estande no COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias destaca cultura regional e impulsiona vendas já nos primeiros dias
A realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, em Campo Grande, tem ampliado a visibilidade do artesanato sul-mato-grossense. No Shopping Bosque dos Ipês, um estande da Casa do Artesão oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer e adquirir peças que representam a cultura regional.
Responsável pelo atendimento no espaço, o servidor Ronaldo Chagas Correa, com mais de três décadas de atuação na Fundação de Cultura, avalia positivamente o movimento. Segundo ele, o evento tem atraído visitantes de diferentes países, o que tem impulsionado as vendas e o interesse pelo artesanato local.
Logo no primeiro dia, o estande registrou cerca de R$ 10 mil em vendas. Entre os produtos disponíveis estão itens variados, como peças indígenas, cerâmicas, artigos em madeira, amigurumis, camisetas e lembranças típicas, que retratam a fauna e a cultura do Estado.
Visitantes também destacam a qualidade e a diversidade dos produtos. A servidora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Cláudia Czarneski, elogiou o acabamento das peças e os preços acessíveis, além da variedade de opções que vão desde itens decorativos até utilitários.
Já a diretora do Ministério do Meio Ambiente, Claudia Pinho, ressaltou a forte presença da identidade pantaneira e dos povos originários nas obras expostas. Para ela, o artesanato local se destaca como um diferencial importante em eventos internacionais, permitindo que visitantes levem consigo uma lembrança autêntica da região.
A voluntária Andressa Lima, que participa do evento, também se encantou com os produtos e destacou a riqueza dos detalhes e a representação da biodiversidade nas peças.
A conferência reúne autoridades, especialistas e representantes de diversos países para discutir ações de preservação da fauna migratória. Realizada pela ONU, a COP15 reforça a importância da cooperação internacional na proteção de espécies que atravessam fronteiras, com atenção especial ao Pantanal e às áreas úmidas.
Além dos debates ambientais, o evento também se consolida como vitrine cultural, promovendo a identidade sul-mato-grossense para o mundo.






