Versão de acidente foi descartada e prisão foi convertida em preventiva
A Justiça determinou a manutenção da prisão de uma mulher de 28 anos, suspeita de agredir violentamente o próprio filho, de apenas 2 anos, na Aldeia Bororó, na reserva indígena de Dourados. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, que converteu a prisão em flagrante em preventiva.
O caso veio à tona após denúncias de agressão. Quando chegaram à residência, policiais militares encontraram a criança com uma grave laceração no couro cabeludo e sangramento intenso.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o menino em estado grave para o Hospital da Vida, onde ele recebeu atendimento médico emergencial devido aos ferimentos na cabeça.
Durante a abordagem, a mulher apresentava sinais evidentes de embriaguez e deu versões contraditórias sobre o ocorrido. Inicialmente, ela afirmou que o filho teria se machucado em uma queda de motocicleta, hipótese descartada pela investigação.
Segundo a polícia, nem a suspeita nem o suposto veículo apresentavam qualquer indício de acidente, o que reforçou a suspeita de agressão.
A avaliação médica foi decisiva para a prisão. Os profissionais identificaram múltiplas lesões e hematomas concentrados exclusivamente na região da cabeça, sem marcas em outras partes do corpo, padrão compatível com violência intencional, possivelmente causada por objeto contundente ou impacto contra superfície rígida.
Diante da gravidade e das evidências, a prisão em flagrante foi realizada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e agora foi mantida pela Justiça. O caso segue em investigação.






