Em meio à epidemia de chikungunya, médicos protestam em Dourados e alertam para risco na rede de urgência
Dourados enfrenta um cenário de preocupação na saúde pública com o avanço dos casos de chikungunya. Ao mesmo tempo, médicos que atuam na rede de urgência e emergência intensificaram protestos contra mudanças na gestão dos serviços da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e do Hospital da Vida.
Nos últimos dias, cerca de 100 faixas de manifestação foram espalhadas em pontos da cidade. O movimento é feito por profissionais que criticam o processo de licitação para contratação dos serviços, alegando que os valores praticados teriam provocado a saída de mais de 50 médicos experientes das unidades.
Segundo os manifestantes, os profissionais que deixaram os postos conheciam os fluxos de atendimento e atuavam principalmente em setores críticos, como a chamada “área vermelha”, onde são atendidos pacientes em estado grave. Eles afirmam que a substituição estaria sendo feita, em parte, por profissionais recém-formados, sem experiência em pronto-socorro, o que pode comprometer a assistência.
Em uma das faixas exibidas no movimento, a mensagem chama atenção para a gravidade da situação: “Demissão de médicos experientes: as pessoas vão morrer desassistidas. UPA e Hospital da Vida”.
Os profissionais afirmam ainda que o cenário se torna mais preocupante diante da epidemia de chikungunya no município, que tem aumentado a procura por atendimentos e pressionado ainda mais a rede de saúde.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da administração municipal sobre as denúncias feitas pelos médicos nem sobre o processo de licitação questionado.
A mobilização segue ganhando visibilidade em diferentes regiões da cidade, enquanto cresce a apreensão entre moradores sobre a capacidade de atendimento da rede pública em meio ao aumento de casos da doença.






