Programa do Governo do Estado atende cerca de 20 mil famílias em áreas rurais e assegura sustento básico de idosos, mulheres e crianças em comunidades de 27 municípios
Arroz, feijão, macarrão, leite em pó, óleo, açúcar, fubá, charque, canjica e até erva de tereré fazem parte da rotina de milhares de famílias indígenas em Mato Grosso do Sul que recebem apoio do programa Mais Social. A iniciativa garante a segurança alimentar de aproximadamente 20 mil famílias distribuídas em 88 aldeias de 27 municípios do Estado.
Na aldeia Passarinho, em Miranda, a indígena Angélica dos Santos, de 35 anos, recebe mensalmente a cesta de alimentos. Mãe de seis filhos, ela relata que o benefício é essencial para complementar a renda da família, já que o marido trabalha como pedreiro.
“Só com o salário dele ia ficar difícil. Essa cesta ajuda muito”, conta.
Em outra comunidade do município, na aldeia Moreira, a realidade é semelhante. Aos 90 anos, Lourença Gonçalves também é beneficiária do programa. Viúva e morando com o neto, ela afirma que os alimentos garantem o sustento da casa.
“Se não fosse o governo, eu não ia ter essa comida”, relata.
Somente em Miranda, cerca de 2.248 famílias indígenas são atendidas pelo Mais Social em nove aldeias. Para quem vive na zona rural, o benefício chega em forma de cestas básicas entregues diretamente nas comunidades, evitando deslocamentos até a cidade.
Já nas áreas urbanas, o programa funciona por meio de um cartão no valor de R$ 450, destinado exclusivamente à compra de alimentos, gás de cozinha e itens de higiene e limpeza. A aquisição de bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco é proibida.
O Mais Social é voltado a famílias inscritas e atualizadas no Cadastro Único, com renda per capita de até meio salário mínimo e residência em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos. O programa prioriza famílias em situação de maior vulnerabilidade, como aquelas chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou em contexto de violência doméstica.
A lista de unidades e contatos do programa pode ser consultada no site da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead).






