O que era uma simples corrida virou caso de polícia. Um motorista de aplicativo acionou as autoridades após uma passageira, em desespero, afirmar que o filho de 1 ano havia parado de respirar em casa, em Campo Grande. Ao chegarem ao local, equipes encontraram a criança em estado grave e o caso passou a ser tratado como suspeita de maus-tratos e estupro de vulnerável.
De acordo com o boletim de ocorrência , a mãe, de 31 anos, estava fora de casa quando recebeu uma ligação do companheiro, de 21 anos, informando que a criança não apresentava sinais de respiração. Em desespero, ela acionou ajuda enquanto se deslocava.
No imóvel, localizado na Vila Santa Luzia, equipes da Polícia Militar encontraram o padrasto tentando socorrer o bebê. Os policiais iniciaram manobras de reanimação, que foram continuadas pelo Samu — a criança conseguiu ser reanimada e foi encaminhada com vida à Santa Casa.
Durante o atendimento, porém, os profissionais de saúde identificaram diversos sinais de violência. A vítima apresentava hematomas em várias partes do corpo, alguns com características antigas, além de indícios que levantaram suspeita de abuso na região íntima, conforme registrado na ocorrência.
O relato do padrasto aponta que a criança teria ficado sob seus cuidados enquanto a mãe saiu por volta das 6h. Ele afirmou que, ao tentar dar banho no bebê, percebeu que ele estava imóvel e iniciou o pedido de socorro.
Ainda segundo o registro, foi mencionada uma suposta queda no dia anterior, mas a criança não teria sido levada ao hospital na ocasião.
A Polícia Civil foi acionada, assim como a perícia, que encontrou vestígios no local que reforçam a necessidade de investigação aprofundada. O casal foi encaminhado à delegacia especializada.
O caso foi registrado com suspeitas de maus-tratos qualificados, lesão corporal grave, omissão de socorro e crimes sexuais contra vulnerável, e segue sob investigação.






