Ação integrada entre Polícia Científica e Penal amplia base genética que auxilia na solução de crimes no estado e no país
A Polícia Científica e a Polícia Penal realizaram a coleta de material biológico de cerca de 300 custodiados na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A ação ocorreu na última quinta-feira (30) e faz parte da Operação Codesul Perfil Genético, que integra os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e tem como objetivo ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), utilizado como ferramenta de apoio a investigações criminais em todo o país.
As coletas são não invasivas e realizadas em custodiados previamente selecionados, conforme previsão legal. Após análise laboratorial e validação técnica, os perfis são inseridos no sistema nacional, seguindo os critérios da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).
O banco permite o cruzamento de informações genéticas entre pessoas cadastradas e vestígios coletados em locais de crime ou em vítimas, contribuindo para identificar possíveis autores, relacionar ocorrências e fortalecer provas técnico-científicas em investigações.
Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Penal foi responsável pela triagem e organização dos custodiados dentro da unidade prisional. Já a Polícia Científica realizou as coletas, análises e gestão técnica dos perfis genéticos por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).
Atualmente, a base estadual conta com mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados. Em nível nacional, o banco reúne mais de 272 mil perfis, com milhares de coincidências já registradas que auxiliaram investigações em todo o Brasil.
A ação faz parte do esforço contínuo para ampliar e qualificar o banco de dados genéticos, fortalecendo o trabalho pericial e o apoio às investigações criminais dentro dos parâmetros legais e técnicos estabelecidos.






