Hemocentros alertam para queda nos estoques e orientam população sobre como e onde doar
A campanha Junho Vermelho reforça a importância da doação regular de sangue em Mato Grosso do Sul, especialmente neste período do ano, quando os hemocentros registram queda nos estoques. Com a chegada do inverno, o número de doadores costuma diminuir, o que pode comprometer o atendimento a pacientes que dependem de transfusões.
O sangue coletado é essencial para o tratamento de pessoas com câncer, vítimas de acidentes, pacientes submetidos a cirurgias, transplantados e portadores de doenças que exigem transfusão contínua. Por isso, a orientação é que a doação seja feita de forma regular ao longo do ano, e não apenas em situações emergenciais.
O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho e instituído pela Organização Mundial da Saúde, também integra a mobilização e busca conscientizar a população sobre a necessidade de manter os estoques abastecidos.
A doação é um procedimento seguro, realizado após uma triagem clínica que avalia as condições de saúde do voluntário. De maneira geral, podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, com pelo menos 51 quilos, em boas condições de saúde, alimentadas, hidratadas e portando documento oficial com foto. Menores de idade devem estar acompanhados e autorizados por um responsável legal.
Antes da coleta, é recomendado evitar alimentos gordurosos, manter boa hidratação e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior. Todo o processo é acompanhado por profissionais capacitados, garantindo segurança para o doador e para quem irá receber o sangue.
Em Campo Grande, as doações podem ser feitas nas unidades da Rede Hemosul, localizadas na região central, na Santa Casa e no Hospital Regional. Os atendimentos ocorrem em dias úteis e, em alguns casos, também aos sábados, conforme a unidade.
Histórias de doadores ajudam a reforçar a importância do gesto. A jornalista Anna Santullo mantém o hábito de doar sangue há mais de duas décadas, após vivenciar a necessidade dentro da própria família. O exemplo foi seguido pelo filho, que iniciou as doações ao completar 16 anos, mostrando que a solidariedade pode atravessar gerações.
A recomendação dos hemocentros é clara: doar sangue é um ato simples, rápido e que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para quem aguarda por atendimento.






