Esquerda se posicionou contra reajustar salários, conforme determina a LRF
A aprovação do reajuste salarial dos servidores municipais de Campo Grande, em sessão realizada nesta quinta-feira (11), expôs divergências entre os vereadores da Capital. Embora o projeto tenha sido aprovado por maioria, cinco parlamentares votaram contra a proposta e outros cinco sequer participaram da votação por ausência.
O projeto, encaminhado pela Prefeitura e aprovado em regime de urgência, prevê reajuste de 4,39% aos servidores municipais. A matéria recebeu 18 votos favoráveis, mas encontrou resistência de parte dos vereadores, em especial do PT, que se posicionaram contra o reajuste.
Votaram contra a proposta os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Marquinhos Trad (PV), Maicon Nogueira (PP), Jean Ferreira (PT) e Landmark (PT).
Além dos votos contrários, a sessão também foi marcada pela ausência de cinco parlamentares. Não participaram da votação André Salineiro (PL), Fábio Rocha (União Brasil), Delei Pinheiro (PP), Junior Coringa (MDB) e Leinha (Avante).
A proposta foi protocolada na Câmara na quarta-feira (10) e recebeu apoio suficiente para tramitar em regime de urgência. Durante a análise, foram apresentadas quatro emendas. Duas delas, que propunham o parcelamento do reajuste em duas parcelas de 2,19%, foram rejeitadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) sob a justificativa de que provocariam aumento de despesas.
Outras duas emendas permaneceram em discussão, entre elas uma da Mesa Diretora que antecipou de março para janeiro de 2027 o pagamento da segunda parcela do reajuste.
Antes de seguir para votação em plenário, o projeto também recebeu parecer favorável da Comissão de Finanças quanto à compatibilidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Mesmo diante das críticas da oposição e das ausências registradas, a proposta acabou aprovada pela maioria dos vereadores presentes e segue para os próximos trâmites legais.






