Programa de Pagamento por Serviços Ambientais remunera proprietários rurais e fortalece ações de proteção da biodiversidade e prevenção de incêndios no bioma
O Governo de Mato Grosso do Sul vem ampliando as ações de conservação do Pantanal sul-mato-grossense por meio de programas que incentivam a restauração ecológica e a adoção de práticas produtivas sustentáveis em propriedades rurais do bioma, considerado a maior planície alagável do mundo.
Entre as iniciativas está o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Conservação e Valorização da Biodiversidade, que remunera produtores rurais que preservam áreas de vegetação nativa acima do mínimo exigido pela legislação ambiental. O objetivo é fortalecer a proteção da fauna silvestre, apoiar a restauração ecológica e valorizar comunidades tradicionais que vivem na região.
O programa integra o PSA Bioma Pantanal, considerado pioneiro no país, que também inclui o subprograma PSA Brigadas, voltado à prevenção e ao combate de incêndios florestais no bioma.
Um dos beneficiados é o produtor Diego Vieira, responsável pela fazenda Jaguarte, localizada na região da Serra do Amolar. A propriedade é voltada à conservação da biodiversidade e ao manejo sustentável, com foco na proteção da fauna e no respeito às comunidades tradicionais.
Segundo ele, o programa reconhece economicamente quem preserva o meio ambiente e ajuda a equilibrar os custos da conservação.
“É uma ferramenta importante porque valoriza os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais, além de contribuir para compensar os custos e incentivar a proteção dos recursos naturais”, afirmou.
Vieira destaca ainda que o incentivo permite ampliar ações já existentes na propriedade, como a manutenção de aceiros e o apoio à Brigada Comunitária da Serra do Amolar, iniciativa desenvolvida em parceria com organizações ambientais.
A seleção das propriedades leva em conta critérios como conservação da vegetação nativa, localização estratégica, proximidade de unidades de conservação e existência de ações de prevenção a incêndios. Também são considerados imóveis inseridos em corredores ecológicos ou com áreas excedentes de vegetação preservada.
Na primeira chamada do PSA Conservação, realizada em dezembro do ano passado, 40 proprietários rurais foram contemplados, com repasse de cerca de R$ 3 milhões referentes à preservação de mais de 112 mil hectares de vegetação nativa. Uma nova etapa do programa está em andamento e segue em fase de análise das propriedades.
De acordo com a coordenação do programa, o PSA Bioma Pantanal reúne perfis diversos de participantes, desde produtores tradicionais até propriedades voltadas exclusivamente à conservação ambiental.
O programa é financiado pelo Fundo Clima Pantanal, com aporte anual de R$ 40 milhões do Governo do Estado, e também apoia ações do PSA Brigadas, que já investiu milhões em projetos de prevenção e combate a incêndios florestais, fortalecendo brigadas comunitárias e iniciativas de educação ambiental no bioma.






