Cooperação aproxima estudantes da prática forense e amplia desenvolvimento de métodos usados em investigações
A parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul tem aproximado estudantes da prática pericial e convertido pesquisas acadêmicas em métodos aplicados no dia a dia das investigações.
Um dos exemplos é a trajetória da pesquisadora Brenda Pache Moreschi, que iniciou como estagiária no Instituto de Análises Laboratoriais Forenses ainda na graduação e seguiu carreira na área de química analítica. A experiência prática contribuiu para o desenvolvimento de estudos que hoje ajudam a aprimorar exames periciais.
Entre as pesquisas está a criação de metodologia para identificar bromadiolona, substância presente em venenos utilizados no controle de roedores. O método já vem sendo aplicado na análise de casos suspeitos de envenenamento de animais, auxiliando na produção de provas técnicas.
Formalizada em 2021, a cooperação completa cinco anos em 2026 e envolve atividades de pesquisa, inovação e estágios supervisionados. Na prática, estudantes passam a atuar em laboratório oficial, lidando com procedimentos rigorosos e com a cadeia de custódia das evidências.
Além da formação acadêmica, os estudos resultam em dissertações, teses e publicações científicas, além de contribuir diretamente para o aprimoramento das técnicas utilizadas na perícia criminal.
Segundo especialistas, a integração entre universidade e setor público fortalece a produção científica e permite o desenvolvimento de soluções aplicadas à realidade da segurança pública, especialmente em um estado de fronteira, onde há constante surgimento de novas substâncias e desafios investigativos.






