Confiança, liderança e propósito são apontados como fatores decisivos para o desempenho de equipes no futebol e nas empresas
Mais do que talento individual, a alta performance depende de confiança, clareza de papéis e propósito compartilhado. A avaliação é da psicóloga e CEO da P2B Cultura e Liderança, Elaine Fernandes, que usa o futebol como exemplo para analisar desafios comuns também no ambiente corporativo.
Em época de Copa do Mundo, a Seleção Brasileira costuma concentrar debates sobre escalação, tática e desempenho. Para a especialista, porém, o que define o sucesso de um time vai além do campo e envolve fatores como cultura organizacional, liderança e segurança psicológica.
Elaine destaca que, assim como nas empresas, uma equipe pode reunir grandes talentos e ainda assim não funcionar bem se não houver confiança e alinhamento. Segundo ela, resultados isolados podem esconder problemas internos, como falhas de comunicação, baixa colaboração e insegurança no grupo.
Outro ponto levantado é o papel da liderança. Para a especialista, liderar não se limita ao cargo do técnico ou do capitão, mas envolve a construção de autonomia dentro da equipe. Quando as decisões ficam concentradas em poucas pessoas, o grupo perde agilidade e engajamento.
A cultura também é determinante, segundo Elaine, e se forma principalmente nos treinos e na rotina, não apenas nos jogos ou nos resultados. É nesses momentos que se observa como o grupo lida com erros, cobranças e conflitos.
Ela ressalta ainda que o feedback só é efetivo quando existe confiança entre as partes. Sem esse vínculo, a orientação pode gerar resistência, insegurança e queda de desempenho, tanto no futebol quanto nas empresas.
Por fim, a especialista afirma que a alta performance sustentável depende de um propósito compartilhado. Quando todos entendem o objetivo coletivo, o time consegue atravessar melhor momentos de pressão, erro e instabilidade.
“Talento individual chama atenção, mas é a força do coletivo que sustenta grandes resultados”, resume Elaine.






