O que parecia caminhar para uma candidatura única da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Senado em Mato Grosso do Sul ganhou um novo desfecho nesta quinta-feira (16). Após dias de conversas, notas públicas e especulações, a senadora Soraya Thronicke (PSB) afirmou que recebeu do próprio presidente o sinal verde para manter sua pré-candidatura à reeleição.
A declaração foi feita após uma reunião em Brasília com Lula, da qual também participaram o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira. O encontro ocorreu um dia depois de Soraya se reunir com a direção nacional do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Segundo a senadora, Lula não apenas respaldou sua permanência na disputa, como reforçou a importância de ampliar a representação feminina na política.
“O presidente Lula demonstrou toda a sua preocupação com as candidaturas femininas e disse que o Brasil precisa eleger mais mulheres.”
A fala praticamente encerra uma sequência de movimentações iniciada quando o deputado federal Vander Loubet (PT) anunciou que Soraya havia aceitado compor sua chapa como suplente, em uma estratégia para unificar o campo governista na corrida pelo Senado.
Horas depois do anúncio, porém, a própria senadora divulgou uma nota afirmando que ainda conversaria com Lula e Alckmin antes de qualquer definição. Na sequência, voltou a se manifestar para informar que permaneceria como pré-candidata ao Senado. Agora, após o encontro com o presidente da República, Soraya afirma que a decisão conta com o respaldo do Palácio do Planalto.
Apesar de rejeitar a composição como suplente, a parlamentar fez questão de afastar qualquer sinal de rompimento político com Vander Loubet. Segundo ela, o diálogo permanece e ambos seguirão trabalhando no mesmo campo político.
“Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população.”
Com a definição, o cenário eleitoral volta a se reorganizar. A estratégia de concentrar a base governista em uma única candidatura ao Senado perde força e abre espaço para a manutenção de duas candidaturas alinhadas ao presidente Lula em Mato Grosso do Sul, em uma disputa na qual estarão em jogo duas vagas para o Senado Federal.






