Procedimentos menos invasivos existem, mas nem todo caso é igual; avaliação médica é essencial para evitar complicações
Tratar varizes não significa mais, obrigatoriamente, passar por cirurgia com cortes e internação. Hoje, existem técnicas menos invasivas, como o uso de laser dentro da veia, que em alguns casos permitem que o paciente tenha alta no mesmo dia e retome a rotina rapidamente.
Uma dessas opções é o laser endovenoso. O procedimento consiste na introdução de uma fibra fina na veia doente, que libera calor e provoca o fechamento do vaso. A técnica dispensa a retirada da safena em situações específicas, mas não é indicada para todos os pacientes.
Apesar dos avanços, o principal alerta é que varizes não são apenas um incômodo estético. Elas fazem parte de uma doença circulatória que pode evoluir com o tempo. No início, podem aparecer apenas como vasinhos visíveis, mas também podem causar dor, sensação de peso nas pernas, inchaço, coceira e câimbras — sintomas que costumam piorar ao longo do dia.
Sem acompanhamento, o quadro pode avançar e levar a complicações, como inflamação das veias, sangramentos, alterações na pele e até feridas de difícil cicatrização. Por isso, a recomendação é procurar avaliação com um cirurgião vascular, mesmo quando os sinais ainda são leves.
Entre os fatores de risco estão histórico familiar, gravidez, alterações hormonais, envelhecimento, excesso de peso e permanecer por longos períodos em pé ou sentado.
Em alguns procedimentos, a sedação pode ser utilizada para reduzir desconforto e ansiedade. Ela atua no controle da dor e pode fazer com que o paciente não se lembre do procedimento. Mesmo assim, exige estrutura adequada, monitoramento contínuo e a presença de um anestesiologista.
Antes de qualquer intervenção, é necessário passar por avaliação médica para analisar o histórico de saúde, uso de medicamentos e a necessidade de exames. Essa etapa ajuda a definir o melhor tipo de tratamento e a reduzir riscos.
Após o procedimento, quando indicado, o paciente costuma permanecer em observação por algumas horas e pode ser liberado no mesmo dia, desde que esteja bem. A orientação geral é evitar dirigir e atividades que exijam atenção nas primeiras horas.
A principal orientação é evitar a automedicação ou soluções rápidas sem diagnóstico. O tipo de tratamento — com ou sem laser — deve ser definido caso a caso, com base na condição das veias e no estado geral de saúde do paciente.






