Mulher afirma que agiu por vingança, mas investigação apura possível participação de outro envolvido
Uma mulher de 50 anos, presa em flagrante pela morte de Rose Batista Cabreira, de 41 anos, em Dourados, afirmou em depoimento que teria planejado o crime há cerca de um ano. A suspeita alegou que agiu por vingança, após acusar a vítima de envolvimento na morte do irmão dela.
A família de Rose, no entanto, nega essa versão e afirma que a vítima não teve qualquer participação no caso citado pela investigada. A motivação do crime segue sendo apurada pelas autoridades.
Durante o depoimento, Odete Benites também negou que o ex-companheiro tenha participado da morte. Ele é o atual companheiro de Rose e, segundo a investigação, teria ajudado a atrair a vítima até o local onde o crime aconteceu. O homem está foragido.
A arma usada no assassinato, uma faca, foi localizada na casa da suspeita e entregue aos investigadores por familiares.
O crime aconteceu na tarde de domingo (2), em uma estrada vicinal próxima a uma pedreira que dá acesso à Aldeia Jaguapiru, na Reserva Indígena de Dourados. Rose foi morta com golpes de faca e agressões com pedaços de madeira.
O caso foi registrado como feminicídio e, segundo a investigação, é o primeiro desse tipo registrado neste ano em Dourados. A suspeita deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (3). As circunstâncias da morte continuam sendo investigadas.






