O local onde a criança está acolhida é mantido em sigilo
A bebê Ayla, que havia sido levada para Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi localizada com vida e resgatada pelas autoridades. A criança já retornou a Campo Grande, encontra-se em segurança, sob acolhimento e passa bem.
O local onde a criança está acolhida é mantido em sigilo, como medida necessária à sua proteção e à preservação de sua integridade. Neste momento, não serão divulgadas outras informações sobre seu paradeiro.
A investigação começou depois que a mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, e a irmã dela, de 12, relataram à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) que haviam sido mantidas em cárcere privado.
Conforme o boletim de ocorrência, a adolescente mantinha contato pelo WhatsApp com uma mulher que se apresentava como “Carol”. A mulher teria oferecido R$ 100 para que Rakelly cuidasse da filha dela e providenciado um transporte por aplicativo para buscá-la.
A jovem foi até o endereço acompanhada da irmã e levou Ayla. Antes disso, segundo o relato, “Carol” já havia ido à casa da adolescente para entregar roupas que seriam de sua própria filha.
No imóvel, havia duas casas. “Carol” teria chamado Rakelly para a residência dos fundos, enquanto a irmã permaneceu na parte da frente com a bebê. Nesse momento, segundo o depoimento, a adolescente teria sido surpreendida por um homem conhecido como “Pipoca”, imobilizada e levada para um banheiro.
O celular da jovem teria ficado com “Carol”.
Ainda de acordo com o boletim, cerca de oito homens chegaram posteriormente ao local. Rakelly e Thayanny foram colocadas em um veículo e deixadas nas proximidades da Madezan, na Avenida Guaicurus. Ayla, no entanto, não estava mais com elas.
A adolescente afirmou à polícia que acreditava que a filha havia permanecido sob os cuidados de “Carol”. Durante o atendimento, as duas vítimas apresentavam sinais compatíveis com imobilização e foram encaminhadas para exame de corpo de delito.
Investigação chega ao imóvel usado no cativeiro
No dia seguinte, equipes da DEPCA, com apoio do Garras, passaram a cumprir diligências em endereços relacionados à investigação.
Os policiais chegaram ao imóvel apontado como o verdadeiro local do cativeiro, no Bairro Universitário. A casa pertencia ao homem que foi preso suspeito de envolvimento no caso. Ele contou aos investigadores ter alugado o imóvel para Suzilaine da Graça Costa por R$ 1 mil.
Segundo o boletim, o homem afirmou que Suzilaine teria dito que utilizaria a casa para fazer um “corre”. O proprietário declarou que deixou o imóvel sob responsabilidade dela e que não sabia que o local seria usado para o sequestro de uma criança.
A informação sobre a locação também teria sido confirmada por outra pessoa no local.
Durante as diligências, uma jovem relatou que Suzilaine apareceu na casa dela na manhã de 7 de agosto carregando uma bebê. A mulher teria afirmado que a criança era filha de uma amiga e que estava apenas cuidando dela.
O relato ganhou importância para a investigação depois que a testemunha viu as notícias sobre o desaparecimento de uma recém-nascida e associou a criança que estava com Suzilaine ao caso investigado pela polícia.
Segundo a testemunha, Suzilaine deixou a residência por volta das 13h30, utilizando um veículo chamado por aplicativo. Depois disso, não houve mais contato.
Suspeita teria fugido para o Paraguai
Conforme os relatos colhidos durante as diligências, Suzilaine estaria morando havia aproximadamente dois meses em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A informação passou a ser considerada pela polícia como uma possível rota de fuga com a bebê.
A partir do cruzamento das informações reunidas durante a investigação, as autoridades conseguiram avançar até a região de fronteira. Ayla foi localizada em Pedro Juan Caballero e resgatada.
Dois suspeitos que estavam com a criança foram presos na região de Ponta Porã: Suzilaine da Graça Costa e Weliton Aparecido Lopes dos Santos.
Após o resgate, Ayla retornou a Campo Grande e está em segurança, sob acolhimento e passa bem. Por questões de proteção, o local onde a bebê está acolhida não será divulgado.
A investigação continua para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar a participação de outras pessoas e entender como a recém-nascida foi retirada do imóvel em Campo Grande e levada até o Paraguai.






