Mulher de 34 anos foi encontrada morta pela mãe após ser estrangulada pelo companheiro; suspeito foi preso e criança levada durante a fuga está segura
Agosto ainda nem terminou, mas já se tornou o mês mais letal do ano para mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul. A marca foi alcançada após a morte de Andriele dos Santos, de 34 anos, estrangulada pelo companheiro dentro de casa, em Campo Grande.
O crime teria ocorrido na sexta-feira (28), e o suspeito Aparecido de Souza Doirado, de 46 anos, foi preso na noite de sábado (29), depois de fugir levando o filho do casal.
A vítima foi encontrada sem vida pela própria mãe, que foi até a residência após estranhar a ausência da filha. Ao entrar no imóvel, ela se deparou com a mulher morta e acionou a polícia. A perícia identificou sinais compatíveis com estrangulamento, e o companheiro passou a ser apontado como autor do crime.
Depois da morte, o suspeito deixou o local levando o filho do casal, uma criança de aproximadamente três anos. A fuga mobilizou as equipes de segurança até que o homem fosse localizado e preso na noite de sábado.
A criança também foi encontrada e está em segurança, conforme informado pela Polícia Civil. O menino é autista, e familiares agora temem que ele possa ter presenciado a violência ou parte da cena dentro da residência. A possibilidade ainda será apurada pelas autoridades.
O caso acontece justamente nos últimos dias do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. Se confirmado como feminicídio, o crime eleva para sete o número de casos registrados em agosto, tornando o mês o mais letal de 2026 para mulheres em Mato Grosso do Sul.
Em julho, foram registrados cinco feminicídios no Estado. Agosto, portanto, já supera o mês anterior mesmo antes de terminar, em um cenário que contrasta com o período de mobilização dedicado justamente a alertar sobre os riscos da violência doméstica e incentivar a busca por ajuda.
A investigação deverá esclarecer a dinâmica completa do crime, a motivação e as circunstâncias que antecederam a morte. Também deverá apurar se a criança estava na residência durante a agressão e se chegou a presenciar o assassinato da mãe.
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação pelo Ligue 180. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.






