Projeto utiliza materiais recicláveis para estimular criatividade, convivência e valorização pessoal entre participantes
Cadeiras que estavam sem uso ganharam uma nova função pelas mãos dos idosos atendidos pelo Cras Estrela Dalva. Por meio do projeto “Desafio da Restauração: Dando Vida Nova às Cadeiras”, os participantes transformam móveis que seriam descartados em peças renovadas, enquanto desenvolvem novas habilidades e fortalecem os vínculos entre o grupo.
A iniciativa faz parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e utiliza materiais que podem ser reaproveitados, como tecidos, retalhos de jeans e fuxicos. O projeto foi criado pelo coordenador da unidade, Alessandro Chaves, e já resultou na restauração de quatro cadeiras. Outras 11 ainda devem passar pelo processo.
Mais do que aprender técnicas artesanais, a proposta busca estimular a autonomia e o protagonismo dos participantes, que também são incentivados a levar os conhecimentos adquiridos para suas próprias casas.
“Àquilo que parecia sem utilidade pode ganhar uma nova vida, assim como as histórias, experiências e habilidades de cada participante. O restaurar se materializa na cadeira, mas é para levar para a vida”, afirma Alessandro.
A educadora social Luciana Fogaça de Souza explica que o trabalho também criou um espaço de troca entre os participantes. Segundo ela, as próprias experiências do grupo ajudam a construir novas técnicas e conhecimentos durante as atividades.
“A gente compara a restauração do móvel com a restauração da própria vida, pois incentivamos as participantes a se valorizarem e a darem utilidade ao que estava descartado. As técnicas vão surgindo da própria convivência do grupo, onde um aprende com o outro”, relata.
Para a participante Marilete Delgado, o projeto trouxe motivação e a oportunidade de descobrir habilidades que ainda não conhecia. Ela conta que ver o resultado final, produzido pelas próprias mãos, também reforça a sensação de capacidade e satisfação.
“Quando a gente vê o trabalho pronto, feito com as próprias mãos e sabendo que o objeto não vai para o lixo, a gente se sente muito agradecida, entusiasmada e feliz por ver do que é capaz”, conta.






