Investigação apura se houve falhas no transporte de urgência e verifica as condições oferecidas para atender casos de parto de maior complexidade.
Uma investigação foi aberta para apurar as condições de atendimento oferecidas a gestantes e recém-nascidos na rede pública após a morte de uma bebê, ocorrida em maio deste ano.
O caso aconteceu no Hospital Municipal e agora é analisado para esclarecer se houve falhas no atendimento prestado à mãe e quais eram as condições disponíveis para a realização do parto.
Entre os pontos investigados estão o acompanhamento da gestação durante o pré-natal, o funcionamento do serviço telefônico utilizado para solicitar ambulâncias e a estrutura disponível na unidade no momento do parto.
Segundo as informações reunidas até o momento, a gestante teria tentado acionar o transporte de emergência por telefone, mas não conseguiu atendimento. Sem a ambulância, ela precisou seguir até o hospital de motocicleta.
A apuração também aponta que a unidade não contava com estrutura cirúrgica para realizar uma cesariana em um caso de parto pélvico, considerado de maior complexidade.
Para esclarecer o atendimento, foram solicitados documentos e informações à Secretaria Municipal de Saúde e à direção do hospital. Entre os materiais requisitados estão protocolos e orientações utilizados no atendimento às gestantes. Os responsáveis têm prazo de 15 dias para apresentar os esclarecimentos.
Os Conselhos Regionais de Medicina e de Enfermagem também foram comunicados para avaliar o caso dentro de suas atribuições.
A investigação deve verificar se os procedimentos adotados durante o atendimento estavam de acordo com os protocolos e se a estrutura disponível era suficiente para garantir assistência adequada diante de uma situação de emergência.






