Operação cumpria mandados judiciais e apreendeu quatro armas de fogo e uma motocicleta suspeita de ter sido usada em atentados na região
Quatro pessoas apontadas como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram após um confronto com policiais na tarde de sexta-feira (9), em Sidrolândia. A ação ocorreu durante a Operação Protetor, mobilizada para cumprir mandados judiciais e localizar suspeitos de envolvimento em atentados registrados em municípios de Mato Grosso do Sul.
A operação reuniu equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque, da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar, da Força Tática, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros e da Polícia Civil de Sidrolândia.
Segundo informações policiais, as equipes foram recebidas a tiros ao chegar a um imóvel na Rua Adolício Pereira da Silva. Durante a entrada na residência, outros suspeitos também teriam disparado contra os agentes, atingindo inclusive um escudo balístico. Os policiais reagiram para conter a agressão, e quatro pessoas foram baleadas.
Os feridos foram socorridos e encaminhados ao hospital, mas tiveram as mortes constatadas posteriormente. Entre eles estavam dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e dois jovens de 19 anos. Um dos rapazes tinha mandado de prisão em aberto, enquanto o adolescente de 17 anos era alvo de mandado de busca e apreensão.
No imóvel, os policiais apreenderam dois revólveres de calibre .38, um de calibre .32 e uma pistola de calibre 7,65 milímetros. Uma motocicleta Honda Fan 125, que pode ter sido utilizada em atentados investigados na região, também foi recolhida.
Além disso, foram encontradas latas de tinta spray vermelha, que serão analisadas no âmbito das investigações sobre pichações relacionadas à atuação de facções criminosas e disputas territoriais.
Conforme as informações que embasaram a operação, os suspeitos eram investigados por possível participação em atentados nos municípios de Sidrolândia, Maracaju e Rio Brilhante.
A Polícia Científica foi acionada para realizar os exames periciais, e a Polícia Judiciária Militar instaurou os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias do confronto e do uso da força pelos agentes.






