Ação da Polícia Civil cumpriu nove mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; investigados podem pegar até 21 anos de prisão
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Reboot para desarticular um grupo suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As investigações começaram após uma fraude eletrônica contra uma agência bancária de Campo Grande, que provocou um prejuízo de R$ 655 mil. Segundo a apuração, os suspeitos utilizaram credenciais falsas da instituição financeira, obtidas por meio de um levantamento ilegal de informações, para se passar por funcionários de setores estratégicos do banco.
No decorrer das investigações, a Polícia Civil identificou indícios de que o grupo atuava em diferentes regiões do país. Os principais núcleos da organização estariam concentrados nos três estados onde os mandados judiciais foram cumpridos, de onde os envolvidos realizariam ações criminosas, inclusive em Mato Grosso do Sul.
A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, também participaram equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares e outros dispositivos móveis que poderão contribuir para o avanço das investigações. Em um dos imóveis, também foram encontradas substâncias entorpecentes, o que levou à prisão em flagrante de um dos suspeitos por tráfico de drogas.
O nome da operação faz referência à mudança na atuação criminosa identificada durante a investigação. Conforme a Polícia Civil, suspeitos considerados relevantes para o esquema possuíam antecedentes por crimes graves e violentos, como tráfico de drogas, roubo majorado com emprego de arma de fogo e homicídio. Posteriormente, teriam migrado para crimes cibernéticos, utilizando métodos mais sofisticados para cometer fraudes pela internet.
Os investigados foram indiciados por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas para os crimes podem variar de oito a 21 anos de prisão. Os suspeitos permanecem custodiados à disposição da Justiça.






