Petista reverteu vantagem de Flávio Bolsonaro durante a apuração e garantiu um quarto mandato; em Mato Grosso do Sul, senador do PL venceu com quase 60% dos votos válidos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou uma virada histórica neste domingo (25) e garantiu mais um mandato à frente da Presidência da República. Em uma disputa acirrada contra Flávio Bolsonaro (PL), o petista chegou a ficar atrás durante parte da apuração, mas recuperou a liderança à medida que novos votos foram contabilizados e confirmou a vitória nacional.
Por volta das 20h10, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontava que a eleição estava matematicamente definida. Com 99,67% das urnas apuradas, Lula somava 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro.
O resultado consolidou a quarta passagem de Lula pela Presidência, considerando seus mandatos anteriores e o novo período conquistado nas urnas. A disputa também evidenciou a divisão política do país, com diferenças expressivas entre os resultados estaduais.
Virada se desenhou durante a apuração
A contagem dos votos começou com Lula na frente, depois Flávio Bolsonaro na frente. O candidato do PL manteve a vantagem durante parte da noite, alimentando a expectativa de vitória entre seus apoiadores. No entanto, conforme a apuração avançou, Lula reduziu a diferença e assumiu a liderança novamente.
A mudança no placar reforçou o peso dos votos de diferentes regiões brasileiras na definição do resultado nacional. Mesmo com Flávio à frente em parte dos estados, o desempenho de Lula no conjunto do eleitorado foi suficiente para reverter a disputa.
A confirmação matemática pelo TSE encerrou a expectativa que acompanhou o país ao longo da noite e garantiu ao petista a continuidade de seu projeto político no Palácio do Planalto.
O cenário sul-mato-grossense foi diferente do resultado nacional. No estado, Flávio Bolsonaro conquistou cerca de 59% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com aproximadamente 40%.
A abstenção em Mato Grosso do Sul foi de 21,24%, indicando que pouco mais de um em cada cinco eleitores aptos não compareceu para votar.
O desempenho de Flávio no estado acompanhou a força eleitoral do bolsonarismo em Mato Grosso do Sul, onde o candidato do PL terminou à frente. Ainda assim, a votação estadual não foi suficiente para garantir a vitória nacional, definida pelo total de votos válidos em todo o Brasil.
Campanha foi marcada por debates e tensão política
A reta final da eleição teve confrontos diretos entre os candidatos nos debates da Band e da TV Globo. Os encontros foram marcados por acusações, discussões sobre economia, segurança pública, políticas sociais e questionamentos sobre a trajetória política dos adversários.
Lula buscou defender as ações de seus governos e mobilizar eleitores em torno da continuidade de seu projeto. Flávio, por sua vez, apostou em críticas à atual gestão e na defesa de uma mudança de rumo para o país.
A disputa também ganhou novos contornos neste domingo, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizar a ampliação do horário de votação diante de problemas no transporte público em algumas cidades. A decisão provocou críticas de integrantes da direita, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou o termo “golpe” ao questionar a medida.
As manifestações ampliaram a tensão política nas horas finais da votação, mas as críticas à decisão não constituem, por si só, evidência de fraude eleitoral.
Novo mandato começa em meio à polarização
A vitória de Lula abre um novo capítulo na política brasileira, em um país que chega ao fim da eleição dividido entre dois projetos políticos antagônicos. O resultado nacional contrasta com a votação em estados como Mato Grosso do Sul, onde Flávio Bolsonaro obteve vantagem expressiva.
Com a confirmação do resultado pelo TSE, Lula se prepara para assumir mais um mandato presidencial, enquanto a oposição terá de reorganizar sua atuação diante da derrota nacional.
A eleição deixa como marca uma disputa apertada, uma virada durante a apuração e a permanência da polarização política como um dos principais desafios do próximo governo.






