Escolas de Mato Grosso do Sul oferecem refeição matinal para estudantes que enfrentam longos deslocamentos; iniciativa contribui para aprendizado e bem-estar
Na Escola Estadual Zumbi dos Palmares, localizada na comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, em Jaraguari, o café da manhã começa cedo. Antes das 7h, a merendeira Valéria Martins prepara leite com chocolate, biscoitos, frutas e outros itens que ajudam os alunos a iniciar o dia bem alimentados.
O serviço é especialmente importante para estudantes que saem de casa muito cedo para pegar o transporte escolar. Muitos precisam acordar por volta das 4h30 ou 5h, e o café da manhã fornecido na escola garante que eles não iniciem as aulas com fome, mantendo foco e energia para as atividades escolares.
“É muito bom para eles. Alguns moram longe, acordam e não comem nada. Então chegam na escola e já têm algo para se alimentar”, afirma a merendeira.
Alunos como Ludmila Silva, de 13 anos, e Antônio João Oliveira, de 12 anos, destacam o impacto da refeição. “O que servem é suficiente, assim não ficamos de barriga vazia e conseguimos estudar normalmente”, diz Ludmila. Antônio acrescenta: “Acordo cedo e pego o ônibus às 5h. Gostei do café da manhã porque consigo esperar o primeiro lanche sem passar fome.”
Além do café da manhã, os 19 mil alunos da zona rural atendidos pela rede estadual recebem refeições extras durante o dia. Em escolas de tempo integral, são oferecidos dois lanches e almoço; nas escolas de período parcial, a refeição varia de acordo com o horário de aula.
O diretor da escola, Marcos Antônio Reichel, reforça os benefícios: “As crianças têm longos deslocamentos até a escola. Quando chegam, muitas já estão com fome. Com a refeição, os professores perceberam melhora na concentração e no desempenho escolar.”
Em todo Mato Grosso do Sul, a Rede Estadual de Ensino conta com 352 cozinhas em funcionamento, atendendo 180 mil estudantes. Mensalmente, são servidas mais de 4,6 milhões de refeições, somando 55,4 milhões de refeições por ano, entre lanches e almoços, de acordo com a Coordenadoria de Alimentação Escolar da Secretaria de Estado de Educação.
A recomendação é que pais e responsáveis incentivem os estudantes a aproveitar essas refeições gratuitas, garantindo uma rotina alimentar adequada e contribuindo para o aprendizado e o bem-estar dos jovens.






