Com mais de 53 milhões de foliões esperados, atenção a pagamentos digitais, biometria e redes públicas é essencial para não ter prejuízos
O Carnaval de 2026 deve reunir mais de 53 milhões de pessoas em todo o Brasil, segundo estimativa do Ministério do Turismo, um crescimento de cerca de 8% em relação ao ano passado. O grande fluxo de foliões, aliado ao uso intenso de celulares para pagamentos, comunicação e registros da festa, aumenta a exposição a furtos e golpes digitais.
Em São Paulo, quase 150 mil celulares foram roubados em 2025, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Não por acaso, pesquisa do Datafolha mostra que 60% da população evita usar o celular na rua por medo de roubo.
O clima de festa e aglomeração abre espaço para golpistas, mas especialistas listam seis medidas práticas para manter a segurança:
Mantenha o celular bloqueado
Ative senha forte, bloqueio automático e evite deixar aplicativos bancários abertos. Durante o Carnaval, até excluir temporariamente esses apps é recomendado.
Use biometria em apps sensíveis
Reconhecimento facial ou impressão digital dificulta o acesso de terceiros e adiciona uma camada extra de proteção, aponta Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply Tecnologia.
Redobre atenção ao usar PIX
Confira sempre valor e recebedor, ajuste limites e acompanhe notificações em tempo real. Em caso de transação indevida, registrar contestação imediatamente e guardar comprovantes aumenta a chance de recuperar o valor, explica Marlon Tseng, CEO da Pagsmile.
Evite redes Wi-Fi públicas
Conexões abertas facilitam roubo de dados. Prefira usar a rede móvel do próprio aparelho para acessar bancos e carteiras digitais.
Desconfie de links e mensagens suspeitas
Promoções falsas, pedidos urgentes e links enviados por SMS ou aplicativos são comuns. Nunca clique e não forneça dados pessoais.
Prepare o celular antes de sair
Faça backup dos dados, reduza limites financeiros e ative ferramentas de localização e bloqueio remoto do aparelho.