Animal resgatado pelo CRAS passa por adaptação em recinto especialmente preparado para bem-estar e educação ambiental
Mais um final feliz marca a trajetória de um animal que encontrou no Bioparque Pantanal um lar seguro e repleto de cuidados. A fêmea de cateto, chamada Flora, chegou nesta segunda-feira (23) ao maior aquário de água doce do mundo, que abriga mais de 400 espécies, e já começa a se adaptar ao novo espaço.
O recinto foi especialmente preparado para garantir conforto e bem-estar, com área ampla, solo natural, piscina de lama para refresco em dias quentes, pontos de alimentação, água e área de descanso. Localizado no jardim externo do complexo, o espaço segue as normas do Ibama e pode ser observado pelos visitantes.
Flora foi entregue voluntariamente ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande. Por não ter condições de retorno à natureza, a instituição indicou o Bioparque Pantanal como local ideal para seu acolhimento. Segundo a coordenadora do CRAS, Aline Duarte, a escolha do espaço busca estrutura adequada, educação ambiental e acompanhamento técnico constante.
A impossibilidade de reintrodução ocorre porque Flora foi resgatada ainda filhote e teve contato humano frequente, comprometendo seus instintos naturais. No Bioparque, todos os esforços foram direcionados para criar um ambiente adequado às suas necessidades, seguindo protocolos de saúde, conforto e estímulos compatíveis com a espécie.
Desde sua chegada, Flora integra o protocolo de manejo e bem-estar animal, passando por adaptação gradual e treinamentos para facilitar a rotina de cuidados e acompanhamento veterinário. Antes da transferência, profissionais do Bioparque visitaram o CRAS para realizar exames, pesagem e atualização dos protocolos sanitários.
A bióloga-chefe, Carla Kovalski, destacou que a adaptação inicial tem sido positiva. “Flora explorou o recinto e interagiu bem com a equipe. Esperamos que, nesta primeira semana, ela se sinta cada vez mais à vontade e responda aos protocolos de bem-estar.”
Para a diretora-geral, Maria Fernanda Balestieri, o acolhimento de animais que não podem retornar à natureza reforça o compromisso com a educação ambiental. “A história de Flora será mais uma oportunidade de conscientizar visitantes sobre os impactos que impedem animais de voltarem ao habitat natural, assim como nossos outros animais em programa de sensibilização ambiental.”






