Advogada diz que cliente não portava arma e responsabiliza outro envolvido
A defesa de Alex Santos da Silva, de 34 anos, nega que ele tenha efetuado disparos ou portado arma de fogo no duplo homicídio que matou o advogado Cassio de Souza e o servidor público Hugo Centuriao Enciso. O crime aconteceu na madrugada de domingo (1º), em Caarapó.
Em nota, a advogada Maiane Ferreira afirmou que o cliente teve uma postura “apaziguadora” durante a discussão que antecedeu os tiros e apontou Antônio Marques da Silva, de 55 anos, como autor dos disparos. A briga teria começado em uma conveniência no centro da cidade e continuado no bairro Capitão Vigário, onde ocorreram as mortes.
Segundo a defesa, Alex não tinha desavenças com as vítimas e mantinha inclusive boa relação com o advogado Cassio de Souza. A advogada informou ainda que novos elementos foram apresentados no processo para esclarecer o que teria ocorrido antes do crime.
O depoimento de Alex também atribui a Antônio Marques a decisão de atirar, alegando que ele teria agido para defender o próprio filho durante o conflito. Antônio foi preso na segunda-feira (2) enquanto seguia para o município de Jateí.
Já o terceiro suspeito, Antônio Lucas Bispo, se apresentou à polícia em Dourados na terça-feira (3), acompanhado de advogado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Caarapó, que analisa vídeos das discussões e a arma apreendida para definir a participação de cada um dos envolvidos.






