Avanço da doença pressiona rede de saúde e mobiliza reforços emergenciais no município
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o combate à epidemia de Chikungunya, confirmou nesta sexta-feira a sexta morte provocada pela doença no município. A vítima era um homem de 55 anos, internado no Hospital da Missão Caiuá no dia 1º de abril, que não resistiu às complicações e faleceu dois dias depois.
Outros dois óbitos seguem sob investigação, incluindo o caso de uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não morava na Reserva Indígena.
Dados mais recentes do informe epidemiológico indicam que a situação nas aldeias indígenas permanece crítica. Já são 1.780 casos prováveis, com 1.264 confirmações, além de 444 descartes e 516 casos ainda em análise, totalizando 2.224 notificações. Desses, 246 resultaram em atendimentos hospitalares.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o enfrentamento ocorre tanto na Reserva Indígena quanto nos bairros da cidade, mas o controle da doença depende também da colaboração da população no combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
Atualmente, Dourados registra 29 pacientes internados com Chikungunya em diferentes unidades hospitalares da cidade. No cenário geral, o município soma 3.412 casos prováveis, sendo 1.572 confirmados, 609 descartados e 2.449 ainda em investigação. A taxa de positividade chega a 72,07%, considerada bastante elevada.
O relatório também aponta que a circulação do vírus continua intensa. Mesmo com pequenas oscilações, os índices permanecem muito acima do ideal, indicando que a epidemia segue ativa e exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde.
Diante da gravidade da situação, o município deve receber novos reforços. Está prevista para esta sexta-feira a apresentação de medidas emergenciais voltadas à ampliação do atendimento especializado, incluindo custeio de leitos de UTI adulto e pediátrico, fortalecimento do Samu e ações específicas para a saúde indígena. As iniciativas fazem parte de um pacote de apoio para conter o avanço da doença na região.






