Familiar orientou autor a se entregar
Em depoimento, Wellington Patrezi Batista Pereira, 20 anos, autor da morte de Beatriz Benevides da Silva, 18 anos, deu detalhes do que antecedeu o feminicídio da jovem.
Ao delegado Gabriel Sales, ele contou que conhecia a vítima havia pouco mais de um ano e que mantinha relacionamento com ela durante esse período.
Beatriz, natural de Corumbá, havia se mudado recentemente para Três Lagoas, onde passou a morar com o pai.
Segundo o suspeito, ele chegou à cidade há cerca de duas semanas e, três dias antes do crime, passou a dividir o apartamento da jovem, localizado no condomínio Rui do Cavaquinho, no bairro Novo Oeste 2.
Desempregado, afirmou que permanecia em casa enquanto Beatriz trabalhava.
O autor relatou que a discussão começou após Beatriz voltar do trabalho e reclamar de tarefas domésticas, incluindo a instalação de um armário.
“Ela sempre colocava defeito em tudo que eu fazia”, disse Wellington. Segundo seu relato, durante a briga, a jovem teria mordido seu braço ao impedir que ele pegasse a chave do apartamento.
De acordo com o depoimento, a discussão se intensificou no quarto, quando Beatriz pediu que ele fosse embora e desferiu um soco em sua cabeça.
“Fiquei muito nervoso”, disse o suspeito, que admitiu ter esganado a vítima até ela perder a consciência.
Após o crime, Wellington contou que pensou em se matar, mas acabou ligando para o irmão em Corumbá, que o orientou a se entregar. Ele procurou uma delegacia, que estava fechada, e então foi até o batalhão da Polícia Militar, onde confessou o assassinato e indicou o local do corpo.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga as circunstâncias e a motivação do crime, caracterizado como feminicídio.






