Uma das vítimas afirmou que, apesar das trocas de mensagens e fotos, nunca chegou a manter relação sexual com o homem.
Uma denúncia gravíssima mobiliza a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) desde a última quarta-feira (17). Um monitor de 26 anos é investigado por abuso sexual e conduta inadequada contra pelo menos três alunas, com idades entre 12 e 13 anos, em uma escola municipal localizada na Vila Serradinho, em Campo Grande.
Segundo as investigações preliminares, o suspeito utilizava o jogo Roblox e redes sociais para iniciar o contato com as menores. O caso revela um padrão de comportamento predatório: O monitor teria enviado mensagens para uma primeira aluna, mas o contato foi interrompido após a mãe da menina descobrir as mensagens.
Após a primeira tentativa frustrada, ele passou a interagir com outras duas adolescentes, de 12 e 13 anos. As interações evoluíram para mensagens e o envio de fotos de cunho íntimo. Uma das vítimas, de 13 anos, relatou ter iniciado um “relacionamento” com o servidor.
O depoimento de uma das menores trouxe detalhes perturbadores. Ao saber do envolvimento do monitor com outras meninas, uma aluna de 13 anos teria solicitado entrar na relação. O investigado, então, teria proposto a formação de um “trisal”.
A denúncia aponta que o monitor chegou a marcar um encontro sexual com as duas adolescentes dentro do ambiente escolar. O ato não se concretizou porque as menores não compareceram ao local. Uma das vítimas afirmou que, apesar das trocas de mensagens e fotos, nunca chegou a manter relação sexual com o homem.
Em grupos de WhatsApp, moradores e pais de alunos passaram a acusar a direção da escola de omissão. De acordo com a defesa das gestoras, a situação escalou para ameaças de morte e incitação ao linchamento. Embora a direção afirme ter adotado as providências administrativas assim que soube do caso, a revolta popular colocou a integridade física das servidoras em risco.
A mãe de uma das meninas envolvidas relatou que confrontou a filha antes de procurar a escola, e a menor confirmou o envolvimento. Segundo a mãe, a filha teria confessado que uma das amigas mantinha o “namoro” com o monitor desde novembro do ano passado. Ao tentar verificar as provas, a mãe constatou que as mensagens no celular da adolescente haviam sido apagadas.
Diante da gravidade dos fatos, diversas providências foram tomadas para assegurar a punição do responsável e a segurança das vítimas. A Prefeitura de Campo Grande efetuou o desligamento preventivo do profissional, enquanto o Poder Judiciário solicitou medidas protetivas de urgência em favor das menores.
Simultaneamente, o Conselho Tutelar realiza o acompanhamento direto para garantir a proteção das adolescentes, enquanto a DEPCA conduz a investigação policial, que será complementada por um relatório técnico elaborado pelo setor psicossocial. O caso segue sob sigilo de Justiça para preservar a identidade das adolescentes envolvidas.






