Gado solto em área protegida pode ter causado degradação do solo em fazenda de Água Clara
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação para apurar possível dano ambiental em uma fazenda localizada às margens do Rio Pombo, em Água Clara. A área afetada é considerada Área de Preservação Permanente (APP) e faz divisa com o Parque Municipal do Rio Pombo, no município de Três Lagoas.
De acordo com a apuração inicial, cerca de 70 cabeças de gado tinham livre acesso à área protegida, que não possuía cercamento. A fiscalização apontou que os animais utilizavam a APP como passagem para beber água, provocando degradação do solo e danos às margens do rio, o que pode comprometer o curso d’água e o meio ambiente.
A situação foi identificada durante uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA), que resultou em multa de R$ 120 mil aplicada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
Além da penalidade, o MP determinou medidas imediatas, como a retirada do gado da área, o cercamento total da APP e a elaboração de um projeto de recuperação ambiental para recompor a vegetação e conter a erosão do solo.
O caso agora segue como inquérito para avaliar a extensão do dano, verificar se há outras irregularidades e acompanhar o cumprimento das exigências. Novas vistorias técnicas devem ser realizadas, e o responsável pela área será chamado a prestar esclarecimentos.






