Recursos financiam projetos de brigadas contra incêndios, proteção da fauna e conservação ambiental no bioma
Para fortalecer a preservação do Pantanal sul-mato-grossense, considerado a maior planície alagável do mundo, o Governo de Mato Grosso do Sul já destinou cerca de R$ 6,1 milhões por meio do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa, considerada pioneira no Brasil, incentiva ações voltadas à conservação da vegetação nativa, proteção da fauna, restauração ecológica e apoio às comunidades tradicionais da região.
Os recursos foram distribuídos entre 13 projetos desenvolvidos por sete organizações não governamentais, que atuam em diferentes áreas do bioma com iniciativas de desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida das populações locais. As ações fazem parte do subprograma PSA Brigadas.
Entre as instituições contempladas está o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), que recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos na região da Serra do Amolar. As iniciativas incluem resgate técnico de animais silvestres, comunicação ambiental, manutenção e ampliação do Sistema Pantera — voltado ao monitoramento da onça-pintada — e o fortalecimento da Brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção de incêndios florestais.
O programa abrange toda a porção sul-mato-grossense do Pantanal e é dividido em dois eixos principais: o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade, voltado para proprietários rurais que preservam áreas de vegetação nativa, e o PSA Brigadas, destinado a projetos de prevenção e combate a incêndios florestais.
O PSA Brigadas apoia financeiramente iniciativas desenvolvidas por comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e brigadas voluntárias ou comunitárias, além de propriedades rurais que realizam ações de prevenção, combate inicial ao fogo e resgate de fauna.
No primeiro edital do programa, foram recebidas 28 propostas. Destas, 17 foram classificadas e 13 já receberam recursos do Fundo Clima Pantanal, com valores que podem chegar a R$ 500 mil por projeto.
As iniciativas contempladas estão distribuídas em regiões como Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra, abrangendo áreas de terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais.
Além disso, em dezembro de 2025 o Estado consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal por meio do subprograma PSA Conservação. A medida valoriza financeiramente produtores rurais que mantêm áreas de vegetação nativa preservadas além do mínimo exigido por lei.
Na primeira chamada pública foram registradas 71 inscrições de propriedades rurais do Pantanal. Após análise técnica, 45 áreas foram selecionadas com base no Índice de Serviços Ambientais, que considera fatores como conservação da vegetação, conectividade entre habitats e relevância ambiental.
Uma nova chamada do programa PSA Conservação foi publicada recentemente e vai selecionar projetos voltados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do bioma. As inscrições podem ser feitas até 6 de abril de 2026.






