Se tinha cliente achando que o lanche estava “diferenciado”, talvez estivesse mesmo — e não era no bom sentido. O proprietário da Conveniência do Alemão, Edson “Alemão”, acabou preso em flagrante após mais uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo encontrar uma coleção nada apetitosa de irregularidades.
A batida começou em um depósito que abastecia o comércio e terminou com queijo, bacon e outros produtos indo direto para o descarte — e o dono para a delegacia. Segundo a Polícia Civil, os alimentos estavam vencidos, mal armazenados e, em alguns casos, com aquela “repaginada” estratégica na data de validade.
Teve muçarela que ganhou vida longa: o que deveria durar cinco dias, aparecia com etiqueta de até 15. Um verdadeiro milagre… que não passou pela fiscalização.
O local também não tinha autorização do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), exigência básica para quem trabalha com alimentos. E o improviso era geral: produtos que deveriam estar apenas refrigerados foram encontrados congelados, enquanto outros estavam guardados sem qualquer padrão de higiene ou controle.
A operação envolveu equipes da própria DECON, do PROCON Mato Grosso do Sul e da Vigilância Sanitária, que seguiram até as conveniências ligadas ao Alemão. Resultado: mais de 10 toneladas de alimentos impróprios foram apreendidos — tudo fora do cardápio de qualquer pessoa que preza pela própria saúde.
Além da prisão em flagrante, a empresa foi multada pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul em R$ 159 mil.
Reincidência no tempero
E não é a primeira vez que o “tempero” dá problema. Em 2024, Alemão já tinha sido preso pelo mesmo motivo. Antes disso, em 2021, outra fiscalização encontrou centenas de quilos de produtos sem inspeção, sem rótulo e sem qualquer garantia de procedência — incluindo queijo ralado, creme de leite e bacon em manta.
Na época, tudo também acabou no aterro.






