Serviço gratuito está em 28 municípios e resolve até 70% dos casos na Atenção Primária
O telediagnóstico em dermatologia tem fortalecido a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul desde 2019, permitindo que lesões de pele sejam avaliadas por especialistas sem que o paciente precise se deslocar inicialmente. O serviço integra o Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) e é oferecido nacionalmente pelo Telessaúde da UFSC, em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina.
A ferramenta aumenta o acesso aos especialistas e, segundo o Ministério da Saúde, pode resolver cerca de 70% dos casos na Atenção Primária à Saúde (APS), evitando consultas presenciais desnecessárias. O objetivo é classificar o risco das lesões, organizar filas de encaminhamento e priorizar pacientes que realmente precisam de atendimento presencial.
O fluxo do serviço começa na UBS, onde o médico solicita o exame pelo STT, registra imagens da lesão e envia dados para avaliação de dermatologistas especializados. O laudo, com classificação de risco e conduta recomendada, é devolvido em até 72 horas. O sistema atende casos suspeitos de câncer de pele e outras dermatoses, permitindo resolução rápida na própria APS.
Atualmente, 28 municípios de Mato Grosso do Sul contam com 43 pontos de atendimento. Desde a implantação, foram identificados casos de melanoma e câncer de pele não melanoma em diversas regiões do estado, reforçando a importância da detecção precoce para aumentar as chances de cura.
Para participar, os municípios devem aderir ao Telessaúde, adquirir o kit de dermatologia e capacitar profissionais para seguir os protocolos de registro de imagens e consentimento do paciente. Casos graves continuam sendo encaminhados imediatamente à rede de urgência.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a teledermatologia evita deslocamentos desnecessários, fortalece a APS e garante prioridade aos casos de maior risco, contribuindo diretamente para o combate ao câncer de pele em Mato Grosso do Sul.






