23:17 segunda-feira, 31 agosto 2026
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result
A Onça
No Result
View All Result

Slide

Exposição mostra perseguição à comunidade LGBTQIA+ durante ditadura

Exposição mostra perseguição à comunidade LGBTQIA+ durante ditadura

A Onça by A Onça
15:07 sábado, 7 junho 2025
in Brasil
A A

O Instituto Vladimir Herzog, o Acervo Bajubá e o Arquivo Lésbico Brasileiro (ALB) lançam neste sábado (7), no Memorial da Resistência de São Paulo, a exposição virtual “Vidas Dissidentes em Ditadura – Repressão, Imaginário Social e Cotidiano”. A mostra retrata tanto a perseguição à comunidade LGBTQIA+ durante a ditadura civil-militar, iniciada em 1964 e que durou 21 anos, quanto as violências que sofre até hoje.

Paralelamente à exposição, está sendo lançado um podcast com o tema. Ambos levam o público a conhecer também os mecanismos que a militância encontrou para responder e resistir diante da pressão para obedecer às regras da heteronormatividade (ideia de que a heterossexualidade é a orientação sexual normal e correta).

Notícias relacionadas:Mês do Orgulho LGBTQIA+ exalta resistência de envelhecer.População LGBTQIA+ pode usar ata notarial para provar ataques virtuais.LGBTQIA+ reivindicam saúde especializada para longevidade com orgulho.Ao todo, são disponibilizados quatro episódios do podcast. O projeto do programa e da exposição conta com o apoio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A exposição é um atalho no acesso à documentação elaborada pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). A partir dos relatos de sobreviventes a essas tentativas de domesticação, os visitantes podem saber mais sobre quem, em muitos casos, morreu em espaços privados, com o cerceamento de direitos e sob prática de violências.

Uma das formas de intensificar a marginalização das pessoas LGBTQIA+ foi a rotulação de identidades de gênero e orientações sexuais que não se encaixam no universo estreito e opressor da heteronormatividade. Ou seja, distorcer referências do meio médico para justificar as violências que as vitimaram e ainda vitimam.

Você podequerer ler

Instituto Vladimir Herzog alerta Fachin sobre interferência dos EUA

Instituto Vladimir Herzog alerta Fachin sobre interferência dos EUA

31 de agosto de 2026
Confira como foi a segunda-feira (31) dos candidatos a presidente

Confira como foi a segunda-feira (31) dos candidatos a presidente

31 de agosto de 2026
Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

31 de agosto de 2026
Violência contra a mulher: 7,5 mil agentes serão capacitados

Violência contra a mulher: 7,5 mil agentes serão capacitados

31 de agosto de 2026

A coordenadora executiva da área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues, observa que os depoimentos de vítimas são fundamentais para maior compreensão de um todo. Até que cheguem ao conhecimento público, é necessário ter fina sensibilidade, a fim de evitar exposição das vítimas e mesmo sua revitimização, com eventuais abordagens que reforcem as violências sofridas e a estigmatização

“A gente vê que o silêncio e o medo vão sendo enfrentados, muitas pessoas dissidentes de sexo e gênero vão encontrando segurança para narrar e isso tem um impacto imenso, porque esses testemunhos não são individuais somente, mas ajudam a reconstituir uma memória coletiva que foi invisibilizada”, observa.

A representante do instituto afirma ainda que a preocupação dos LGBTQIA+ em deixar o máximo de informações preservadas em acervos começou cedo, tendo maior consolidação nas décadas de 1970 e 1980. O nível de antecipação nesse sentido fez da comunidade precursora, o que se pôde constatar na exposição Histórias LGBTQIA+, do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), que ficou aberta ao público até abril deste ano e demonstrou como grupos de diversos países se organizaram e se organizam para registrar e documentar experiências de opressão.

“Mesmo em um período de muita repressão, havia preocupação intensa com o registro. Publicações, jornais, boletins, artigos foram sendo produzidos por mãos militantes, por grupos que se formavam naquele momento, para ter seus espaços de sociabilidade, e parte dessa herança é o que alimenta acervos como o Bajubá e o ALB, que são fundamentais para que a gente possa pensar em projetos como a exposição e o podcast”, afirma.

Para a coordenadora, existe ainda, além do silêncio, muita dificuldade de transpor “os vazios institucionais” e obter verba para subsidiar iniciativas como essa. “Há uma resistência muito grande ainda, quando se trata de reconhecer a violência de Estado contra as pessoas LGBTQIA+”, declara.

“Outro obstáculo importante é o acesso aos arquivos. Arquivos são instituições de poder. A gente sabe que esses espaços escolhem aquilo que vão mostrar e também que vão omitir”, acrescenta Lorrane, ressaltando que a falta de digitalização de certos itens, por exemplo, exige mais empenho dos pesquisadores e pode ser interpretada como decisão política das organizações.

Uma das formas de restituição da esperança para a militância é saber que vem de longa data a resistência dos LGBTQIA+ através do amor em fases de intensa caça às bruxas. Lorrane conta que uma das imagens mais fortes para ela é uma fotografia que mostra travestis e trans dançando e sorrindo. “Em um tempo de perseguição, é uma imagem que fala de vida pulsando nesse espaço subterrâneo da história oficial.”

Serviço

Lançamento da exposição virtual e do podcast Vidas Dissidentes em Ditadura – Repressão, Imaginário Social e Cotidiano
7 de junho (sábado), das 14h às 17h

Memorial da Resistência de São Paulo | Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia, São Paulo – SP

Siga A Onça no


Compartilhe isso:

  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
Tags: Agencia BrasilBrasilNotícias

Leia também

Instituto Vladimir Herzog alerta Fachin sobre interferência dos EUA

Instituto Vladimir Herzog alerta Fachin sobre interferência dos EUA

by A Onça
31 de agosto de 2026

O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, alertou, em carta enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O documento foi enviado dia...

Confira como foi a segunda-feira (31) dos candidatos a presidente

Confira como foi a segunda-feira (31) dos candidatos a presidente

by A Onça
31 de agosto de 2026

Os candidatos à Presidência da República cumpriram agendas de campanha nesta segunda-feira (31) com entrevistas, sabatinas, reuniões, panfletagens e encontros com apoiadores e trabalhadores. Entre os temas abordados estiveram o desenvolvimento econômico, o incentivo aos pequenos negócios, a defesa dos...

Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

by A Onça
31 de agosto de 2026

Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como "imposto do pecado", deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O tributo...

Load More
  • Home
  • Política de Cookies
  • Posts

© 2023 A Onça

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Home
  • Postagens
  • Artigos da Onça
  • Brasil
  • Polícia
  • Governo
  • Campo Grande
  • Política
  • Saúde
  • Clima
  • Emprego
  • Cultura e Lazer
  • Emprego

© 2023 A Onça

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições Ver política de privacidade