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Avó relata momento de terror e dor após parto que terminou em tragédia em maternidade de Campo Grande

Avó relata momento de terror e dor após parto que terminou em tragédia em maternidade de Campo Grande

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12:29 sábado, 18 outubro 2025
in Campo Grande, Tragédia, Violência
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Em nota, a instituição afirma que, a princípio, não houve falha no atendimento, mas que o caso será apurado internamente pelas comissões de ética e de óbito da própria maternidade

O que era para ser o momento mais feliz da vida de Claudia Batista da Silva terminou em tragédia, dor e revolta. No dia 16 de outubro, após uma gravidez tranquila e um pré-natal sem complicações, a mãe de duas crianças foi internada na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, para dar à luz o pequeno Ravi. O que aconteceu nas horas seguintes, no entanto, virou um pesadelo para toda a família — especialmente para a avó da criança, que agora busca por justiça após o bebê nascer morto, em circunstâncias que apontam para violência obstétrica e possível negligência médica.

“Estava tudo bem com o bebê”

A avó de Ravi contou, nas redes sociais, que a gestação de Claudia foi acompanhada regularmente. “Foi uma gravidez normal. O bebê estava grande, forte, saudável. Os exames estavam todos em dia, os ultrassons mostravam que ele estava ótimo”, afirma, emocionada.

Claudia deu entrada na maternidade com a bolsa estourada no dia 16. Segundo relatos da família, ela ficou no corredor por um longo tempo, sendo avaliada pela primeira vez por volta das 17h30. “Aos poucos, começaram os toques. Às 3h30 da madrugada, ela tinha 6 centímetros de dilatação. Às 7h30, um médico chegou e disse que ia ver se já era hora do parto”, conta a avó.

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A dor e o desespero: “Mandaram meu filho empurrar a barriga dela com força”

O que aconteceu a partir daí é descrito por ela como um verdadeiro ato de violência. “Estavam cinco pessoas na sala. O médico viu que o bebê não estava saindo e então pediu para o meu filho, um rapaz de 28 anos, empurrar com força a barriga da Claudia. Disse que era para ajudar a criança a nascer. O médico também pressionou com o braço, por cima da barriga dela.”

Ela conta que foi nesse momento que o filho percebeu algo errado. “Meu filho disse que, quando fez força, escutou como se algo tivesse estourado”.

Logo depois, os batimentos cardíacos do bebê começaram a cair. Um dos médicos saiu da sala, mas os demais continuaram o procedimento. Pouco tempo depois, Ravi foi retirado — já sem sinais de vida.

“Jogaram o bebê no colo da mãe”

O momento em que o bebê nasceu foi o mais doloroso, segundo a avó. “Eles simplesmente jogaram o bebê no colo da Claudia. Ele estava desfalecido. Ela falou que o bebê não chorou, não se mexeu. Depois colocaram na incubadora e tentaram reanimar”.

Ainda segundo a família, Claudia não recebeu nenhuma assistência para expulsar a placenta ou ser acolhida emocionalmente após a perda do filho. O trauma ficou marcado também por uma frase dita por um dos profissionais, segundo relato da avó: “Vocês são novos, podem fazer outro filho.”

A família alega que também ouviu que a morte do bebê “foi melhor assim”, por conta de um suposto coágulo que teria se formado após o trauma. A declaração revoltou ainda mais os familiares, que agora estão em busca de responsabilização legal dos envolvidos.

O advogado da família já acompanha o caso e deve acionar a Justiça por homicídio culposo e violência obstétrica.

Confronto na maternidade e detenção do avô

No dia da tragédia, o avô da criança tentou buscar explicações na maternidade e acabou sendo contido de forma violenta na portaria. Ele foi levado à delegacia após se exaltar com os funcionários. “Estão levando o meu pai preso porque ele foi saber o que aconteceu com o neto. Ele está passando mal no carro da polícia”, disse um familiar, no momento da detenção.

Investigação

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) instaurou inquérito para apurar o caso. A polícia analisa imagens e vídeos entregues pela família, além de prontuários e depoimentos dos profissionais da maternidade.

O que diz a Maternidade Cândido Mariano

Em nota, a maternidade informou que Claudia deu entrada com bolsa rota, com 40 semanas e 4 dias de gestação, e que possuía histórico de dois partos normais anteriores. A unidade afirmou que houve acompanhamento da equipe médica e que a morte do bebê se deu por uma complicação obstétrica chamada distócia de ombro — quando o ombro do bebê fica preso no canal vaginal, dificultando o parto.

A instituição afirma que, a princípio, não houve falha no atendimento, mas que o caso será apurado internamente pelas comissões de ética e de óbito da própria maternidade.

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Tags: Campo GrandeMSNotíciasPolícia

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