Data lembra Mãe Gilda de Ogum e destaca ações do programa MS Sem Racismo no enfrentamento ao racismo religioso
Celebrado em 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa propõe uma reflexão sobre o respeito à diversidade de crenças e à liberdade religiosa, direitos garantidos pela Constituição Federal. A data também homenageia Mãe Gilda de Ogum, ialorixá baiana que se tornou símbolo da luta contra o racismo religioso após ser vítima de sucessivos atos de intolerância.
Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado da Cidadania atua no enfrentamento às violações de direitos motivadas pela discriminação religiosa, com atenção especial às populações e comunidades de matriz africana, historicamente alvo de preconceito e exclusão.
Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, o 21 de janeiro tem forte significado histórico e social. Ele destaca que o racismo religioso ainda se manifesta no cotidiano por meio de agressões, estigmatização e impedimentos à livre expressão da fé, mesmo em um Estado laico.
Uma das principais iniciativas do Governo do Estado é o programa MS Sem Racismo, lançado em 2025. De caráter permanente e intersetorial, o programa promove ações de combate ao racismo estrutural e institucional, com foco na garantia de direitos das populações negras, indígenas, povos de terreiro e outros grupos historicamente discriminados. Entre as medidas estão a criação de protocolos antidiscriminatórios e a ampliação do acesso a direitos e oportunidades.
Como parte da programação alusiva à data, a Secretaria de Estado da Cidadania realiza, nesta terça-feira (21), uma roda de conversa com o tema “A mão que cura é a mesma que resiste: um diálogo de respeito e liberdade religiosa no enfrentamento à intolerância”. O encontro acontece às 19h, no terreiro Sanzala, no Jardim Nhanhá, em Campo Grande, e reúne representantes de diferentes áreas para debater gênero, envelhecimento, diversidade sexual e acolhimento nos povos de terreiro.






