O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirmou nesta quinta-feira (5) confiar na solidez institucional do Banco Central (BC). A manifestação ocorre após a investigação que apura suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master descobrir o envolvimento de servidores de carreira do órgão.
“Confiamos na solidez institucional do Banco Central do Brasil, na qualidade técnica e ética de seu corpo funcional e na atuação dos órgãos responsáveis pela apuração”, afirmou o sindicato.
Notícias relacionadas:PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero.Vorcaro mantinha estrutura de intimidação de pessoas, cita ministro.A entidade acrescentou que, caso irregularidades sejam comprovadas, os responsáveis devem ser punidos conforme a lei, preservando a credibilidade da instituição perante a sociedade.
O sindicato emitiu a nota um dia depois de o ex-diretor de Fiscalização do BC e servidor Paulo Sérgio Neves de Souza e o servidor Bellini Santana, ex-chefe chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, terem sido alvo de mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Compliance Zero.
A operação investiga possíveis irregularidades relacionadas à gestão do Banco Master.
Os dois servidores já estavam afastados de suas funções por decisão anterior do próprio Banco Central, que abriu uma investigação interna para apurar a atuação deles.
Em nota, o sindicato afirmou que acompanha “com atenção” os desdobramentos do caso, mas evitou comentar o mérito das investigações.
“Sem entrar no mérito das apurações em curso, reafirmamos nosso compromisso com a institucionalidade da autarquia, com o respeito às decisões das autoridades competentes e com os princípios que regem o Estado Democrático de Direito”, declarou a entidade.
Defesa do devido processo
O Sinal destacou ainda que é fundamental que os fatos sejam completamente esclarecidos, com respeito às garantias legais previstas.
Segundo o sindicato, a apuração deve ocorrer com observância do devido processo legal, do direito ao contraditório e da ampla defesa. A entidade afirma que essas garantias são essenciais para assegurar a legitimidade das decisões e a segurança jurídica.