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“Parem de nos matar”: exigem mulheres no 8 de março em Brasília

“Parem de nos matar”: exigem mulheres no 8 de março em Brasília

A Onça by A Onça
17:17 domingo, 8 março 2026
in Brasil
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Os recorrentes casos de feminicídio no Brasil foram o destaque da manifestação que marcou o Dia Internacional da MulherNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. em Brasília. Com cartazes escritos Parem de Nos Matar, centenas de pessoas denunciaram a violência de gênero no Distrito Federal (DF)Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. nesse domingo (8).

O ato ocorreu próximo à Torre de TV, no centro de Brasília, e contou com a participação de grupos musicais, partidos políticos, sindicatos e diversos coletivos feministas. A manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), tida como especialmente difícil para as mulheres.

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Ato 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

O governo do DF de Ibaneis Rocha também virou alvo do protesto, que lembrou a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o banco estatal do DF.

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Outra pauta de destaque foi a denúncia do imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã, em Cuba e na Venezuela. A ação israelense na Palestina também foi alvo de falas e cartazes na marcha das mulheres.

Violência de gênero

A artista plástica Daniela Iguizzi, de 55 anos, levou consigo a obra MedoNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. retratando um revólver apontado contra uma mulher.

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Daniela IguizziNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. retrata o medo em obra- Valter Campanato/ Agência Brasil.

“A mulher não tem um minuto de paz. Ela não tem sossego no seu lar. Ela não tem sossego no seu trabalho. Em todos os lugares nós podemos ser assediadas, podemos ser assassinadas. Por isso, o nome dessa obra é medo. Medo é o que toda mulher brasileira sente”, disseNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. à Agência Brasil.

Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A coordenadora do grupo de maracatu Baque Mulher Brasília, Raquel Braga Rodríguez, destacou os feminicídios como grande preocupação das mulheres brasileiras e que o ato é contra esse tipo de crime.

“O governo lançou esse Pacto Nacional contra o Feminicídio e a gente gostaria muito que essa política pública fosse realmente colocada em prática, que a gente visse resultado na redução desses números”, disse Raquel.

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Raquel Braga Rodriguez destaca os feminicídios como grande preocupação. – Valter Campanato/ Agência Brasil.

No início de fevereiro, um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário foi firmado para adoção de medidas contra a violência de gênero no Brasil.

Com 88 anos completados ontem, a histórica militante do movimento de mulheres negras do Distrito Federal Lydia Garcia foi à manifestação, mesmo com risco de chuva. Professora de música aposentada do Coletivo Mulheres Negras Baobá, Lydia é mãe de cinco filhos,Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. tem 11 netos, três bisnetos, e éNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. pioneira da capital federal.

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Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Lydia Garcia diz que a marcha impõe a força da mulher. – Valter Campanato/ Agência Brasil.

“Nós mulheres, principalmente as mulheres negras, estamos impondo a este mundo e a este Brasil a nossa força, as nossas lutas e vitórias por dias melhores contra a violência dos jovens negros, contra o feminicídio”

Distrito Federal

Um dos alvos da manifestação do Dia da Mulher em Brasília foi o Governo do Distrito Federal (GDF), liderado por Ibaneis Rocha, e sua vice, Celina Leão.

A representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Jolúzia BatistaNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. reclamou da falta de dinheiro para políticas públicas de proteção às mulheres no DF.Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

“Estamos vivendo um escândalo financeiro no Brasil com o banco do GDF [o BRB] sendo rifado e faltando dinheiro para a política pública”, disse à Agência Brasil.

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Joluzia destaca a corrupção como uma das causas da falta de dinheiro para políticas públicas- Valter Campanato/ Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) investiga a tentativa de compra do Master pelo BRB. O Banco de Brasília estuda dar 12 imóveis públicos do DF como garantia de empréstimos para reforçar o caixa da instituição após perdas estimadas em R$ 2,6 bilhões com a aquisição de créditos do Master.Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

A ativista do AMB defendeu ainda que, além da denúncia contra o feminicídio, a luta das mulheres deve ser por orçamento que financie as políticas públicas que melhore a vidas das meninas e mulheres.

“A gente precisa falar de orçamento. Com as emendas parlamentares, as emendas Pix, elas levaram o dinheiro da política pública. Perdemos qualidade de serviço, perdemos capacitação de profissionais, perdemos em campanhas educativas”, comentou.

Avanços da luta das mulheresNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Uma das organizadoras do ato, Thammy FrissellyNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de MarçoNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. em BrasíliaNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres na cidade.

“O 8M [8 de março] é o maior ato político feminista da capital federal. A gente teve muitos avanços, não só nas leis, mas também no aumento no número de delegacias para mulheres”, detalhou Thammy.

Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

Thammy Frisselly destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de Março, em Brasília, e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres – Valter Campanato/ Agência Brasil.

Para a representante da Assembleia Popular pela Vida de Todas as Mulheres, a violência contra a mulher é hoje debatida na sociedade devido a pressão dos movimentos ao longo dos anos.

“Podemos falar hoje abertamente que é violência o seu ‘psiu’ no meio da rua, que é violência você falar da minha roupa. Essa é uma educação bem na base que é resultado da luta das mulheres”, completou Thammy.

Escala 6×1 e imperialismo

A ativista do DF acrescentou que a pauta do fim da escala 6×1 é central na luta das mulheres, que já são submetidas a jornadas duplas ou triplas, cuidando da casa, dos idosos, das crianças e ainda tendo que trabalhar.

“As mulheres precisam de tempo para tratar da sua saúde mental, paraNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. oNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6×1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. lazer, para fazer outras coisas, para estudar”, explicou Thammy.

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