Protege é destacado na CSW70 como política estadual de proteção, atendimento e acesso à justiça
O Governo de Mato Grosso do Sul levou ao debate internacional o Protege – Programa de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), na sede da ONU, em Nova Iorque.
A subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, apresentou o programa na programação paralela da CSW70, principal fórum global para promoção da igualdade de gênero e empoderamento feminino. O encontro reuniu representantes de Estados-membros, organizações internacionais e sociedade civil para discutir o acesso à justiça, enfrentamento da violência de gênero e participação feminina na vida pública.
Durante a apresentação, Manuela destacou que a CSW é um espaço estratégico para intercâmbio de experiências e fortalecimento de políticas públicas: “Aqui se discutem estratégias para ampliar o acesso à justiça, eliminar a violência contra mulheres e expandir a participação feminina na vida pública”, afirmou.
O Protege foi apresentado como uma iniciativa sul-mato-grossense que prioriza a prevenção, o atendimento humanizado e o enfrentamento à violência doméstica e familiar, com atenção especial às mulheres indígenas e territórios remotos. Entre os pontos destacados estão a interseccionalidade, territorialização das políticas públicas e escuta ativa das mulheres.
Manuela ressaltou também os desafios para ampliar o acesso à justiça no Brasil: “Temos instrumentos legais importantes, como a Lei Maria da Penha, mas muitas mulheres ainda não conhecem seus direitos ou não conseguem acessar os serviços disponíveis. Fortalecer a rede de proteção e divulgar os direitos é essencial para enfrentar a violência”.
A participação do Estado na CSW70 marca uma etapa inédita: é a primeira vez que uma política pública estadual é apresentada oficialmente em espaço da ONU. Segundo a subsecretária, o intercâmbio internacional permite aprender com outras experiências, revisar estratégias e tornar os programas ainda mais eficazes.
“Quando Mato Grosso do Sul ocupa esses espaços, ampliamos nosso olhar sobre políticas públicas, trocando ideias e fortalecendo ações já existentes. Nosso objetivo é garantir que nenhuma mulher fique para trás”, concluiu Manuela.





