O projeto em análise trata da adoção de um novo modelo de gestão nos Centros Regionais de Saúde (CRS) dos bairros Tiradentes e Aero Rancho
A Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniu, na manhã desta quinta-feira (26), com o Conselho Municipal de Saúde para dar continuidade às discussões sobre a proposta que prevê a transferência da gestão de duas unidades da rede pública para Organizações Sociais (OSs). Ao final do encontro, ficou definida a realização de uma audiência pública no dia 9 de abril, às 14h, com o objetivo de ampliar o debate e ouvir diferentes setores da sociedade.
O projeto em análise trata da adoção de um novo modelo de gestão nos Centros Regionais de Saúde (CRS) dos bairros Tiradentes e Aero Rancho. A proposta, no entanto, tem gerado divergências, principalmente após o posicionamento contrário do Conselho Municipal de Saúde e a mobilização de servidores durante a sessão ordinária realizada no mesmo dia.
Diante do cenário, a Câmara Municipal busca atuar como mediadora do debate, priorizando a transparência e a participação popular antes de qualquer decisão sobre o tema.
O presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, conhecido como Papy, destacou que o processo será conduzido com cautela. Segundo ele, a intenção é garantir que a população compreenda a proposta antes de qualquer deliberação. Já o presidente da Comissão de Saúde, vereador Dr. Victor Rocha, afirmou que o Legislativo seguirá ouvindo todas as partes envolvidas, ressaltando que os desafios enfrentados nas unidades de saúde têm origem estrutural e não estão diretamente ligados ao trabalho dos servidores.
Representando o Conselho Municipal de Saúde, o presidente Jader Vasconcelos reafirmou a posição contrária à proposta. Ele destacou que o órgão tem papel deliberativo e defendeu que os problemas da saúde pública na Capital estão relacionados à gestão, não sendo solucionados, segundo ele, pela adoção de Organizações Sociais.
A audiência pública deve reunir representantes do Executivo, profissionais da saúde, entidades de classe e a população, reforçando o compromisso do Legislativo com um debate amplo antes de qualquer encaminhamento do projeto.






