Hospital afirma que não divulga informações por força da lei e diz que atendimento será avaliado por núcleo interno
A Santa Casa de Campo Grande se manifestou oficialmente sobre o caso da bebê de 1 ano e 7 meses que morreu dias após ser atropelada por uma motocicleta durante uma manobra perigosa, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande.
Em nota, a instituição informou que não pode fornecer detalhes sobre o atendimento prestado à criança, citando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o hospital, a restrição é ainda mais rigorosa em situações que envolvem menores de idade e casos de óbito.
Apesar do sigilo, a Santa Casa afirmou que o caso será analisado internamente. De acordo com a instituição, o Núcleo Interno de Segurança e Qualidade é responsável por revisar os atendimentos realizados, com o objetivo de identificar possíveis inconsistências e garantir o cumprimento dos protocolos médicos.
O hospital destacou que esse núcleo atua de forma técnica e independente, mas não tem caráter punitivo. A função, conforme a nota, é promover melhorias contínuas nos serviços e reforçar a segurança dos pacientes.
O posicionamento ocorre após familiares levantarem suspeitas de possível negligência no atendimento inicial, já que a criança chegou a receber alta antes de apresentar piora no quadro clínico. Posteriormente, ela foi novamente internada, mas não resistiu às complicações.
Além da conduta médica, o caso segue sendo investigado por diferentes frentes, incluindo a identificação do motociclista envolvido no atropelamento, a possível omissão de informações por parte do pai e denúncias de maus-tratos.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade do condutor da motocicleta.





