Na conversa que a reportagem teve acesso, em um dos trechos, o adolescente fala que queria ter procurado a família, mas não queria incomodar
“Amiga de narguilé” do adolescente que atropelou a pequena Lauren, de 1 ano e sete meses, a genitora da menina tranquilizou o adolescente que estava pilotando a moto na última sexta-feira (28) no jardim Santa Inês em Campo Grande (MS).
Uma troca de mensagens divulgada nas redes sociais trouxe novos desdobramentos sobre a morte da menina.
Ela foi entubada e, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e morreu. O enterro ocorreu na segunda-feira (30), em Campo Grande.
Na conversa que a reportagem teve acesso, em um dos trechos, o adolescente fala que queria ter procurado a família, mas não queria incomodar.
Em resposta, a jovem tranquiliza o amigo e afirma estar emocionalmente abalada, sem conseguir dormir, mas revela já ter tomado medidas judiciais relacionadas ao caso.

“Já entrei com processo contra a médica”, escreveu. Em seguida, a mãe relata possíveis irregularidades no atendimento hospitalar, citando “exames errados”, procedimentos realizados sem conhecimento da família e divergências sobre o horário da morte da criança. Segundo ela, os detalhes não podem ser divulgados neste momento devido ao andamento da ação judicial.
Familiares da própria genitora se revoltaram com o fato dela e do pai dizerem que ele não conheciam o adolescente e enviaram um vídeo onde o atropelador e a mãe de Lauren estavam juntos.
Em outra conversa, a jovem confessa que o amigo “estava fazendo graça” quando atropelou a menina que estava no colo do pai, que teve apenas ferimentos leves.
O acidente aconteceu quando o adolescente de 17 anos, passou de moto pelo local, fazendo zigue-zague e atropelou o pai, que estava com a bebê no colo. Ambos caíram no chão. A criança foi socorrida até a UPA Coronel Antonino e, posteriormente encaminhada ate a Santa Casa, onde foi entubada e não resistiu.
O adolescente se entregou na tarde de ontem, prestou depoimento e foi liberado, ele responderá por crimes de trânsito, uma vez que não possui CNH para conduzir o veículo, além de direção perigosa e lesão culposa. O caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij).





