Companheiro apresenta versões contraditórias e caso levanta dúvidas entre suicídio e crime
A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, foi encontrada morta dentro de casa, na Rua do Lince, no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, no início da tarde desta segunda-feira (6). A vítima apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo.
De acordo com informações preliminares, Marlene estava fardada no momento em que foi localizada, com uma arma no coldre e outra ao lado do corpo, no chão. Vizinhos relataram ter ouvido o barulho do tiro e acionaram equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Científica e a Polícia Civil estiveram no local para os levantamentos iniciais. O caso, inicialmente tratado como possível suicídio, passou a ser investigado também como feminicídio após inconsistências no relato do companheiro da vítima.
O homem, de 50 anos, que mantinha relacionamento com a subtenente há cerca de um ano e seis meses, apresentou versões divergentes sobre o que ocorreu no momento do disparo. Em um primeiro momento, afirmou que encontrou Marlene tentando tirar a própria vida e que tentou impedir, mas ela teria conseguido efetuar o disparo.
No entanto, segundo a polícia, um vizinho relatou ter visto o homem com a arma em mãos. Durante o atendimento da ocorrência, ele teria mudado a versão dos fatos mais de uma vez.
Ainda conforme a polícia, o companheiro possui antecedentes por roubo, homicídio e violência doméstica. Ele foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde será ouvido, inicialmente, como testemunha.
Marlene de Brito Rodrigues integrou uma das primeiras turmas da Polícia Militar feminina de Mato Grosso do Sul. Já aposentada, ela havia retornado à ativa por meio de um programa de incentivo.
As circunstâncias da morte seguem sob investigação.





