Encontro em Assunção discutiu integração de dados, protocolos conjuntos e estratégias de vacinação em municípios fronteiriços
Mato Grosso do Sul participou, em Assunção (Paraguai), de uma reunião binacional voltada ao fortalecimento das ações de saúde nas regiões de fronteira entre Brasil e Paraguai. O encontro reuniu autoridades sanitárias dos dois países para alinhar estratégias de vigilância epidemiológica e resposta a emergências em saúde pública.
Entre os principais pontos debatidos estiveram a criação de protocolos conjuntos para compartilhamento de dados epidemiológicos, a integração entre sistemas de informação e a construção de um calendário vacinal unificado para municípios fronteiriços.
A reunião “Acciones conjuntas Paraguay – Brasil” foi promovida pelo Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e contou com representantes dos ministérios da Saúde dos dois países, da Anvisa, do Conass e da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.
Representando Mato Grosso do Sul, a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, participou das discussões voltadas ao fortalecimento da vigilância em áreas de intensa circulação de pessoas, mercadorias e veículos.
A iniciativa integra o projeto “Monitoramento para Vigilância em Saúde na Fronteira Brasil–Paraguai”, que busca ampliar a capacidade de resposta conjunta a riscos sanitários e emergências epidemiológicas.
Também foram discutidas ações de capacitação de profissionais, melhoria dos fluxos de notificação de doenças e fortalecimento da infraestrutura de saúde nos municípios de fronteira.
Durante o encontro, autoridades paraguaias apresentaram ferramentas de monitoramento de cobertura vacinal, com destaque para estratégias relacionadas ao combate ao sarampo, em um cenário de atenção internacional para a doença.
Segundo a SES, a cooperação entre os países permite respostas mais rápidas e coordenadas, além de reforçar a prevenção de doenças em regiões onde a circulação entre os dois lados da fronteira é constante.
Nos últimos anos, a parceria já resultou em mapeamento de unidades de saúde na fronteira, ações conjuntas no Mercosul e campanhas integradas de vacinação, como a Semana de Vacinação nas Américas e o Dia D binacional.




