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Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização

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9:19 sexta-feira, 22 maio 2026
in Brasil
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O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas em torno de um debate urgente: como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o futuro digital.

Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts, transmissão multiplataforma e novos modelos de consumo de áudio. Ao longo das mesas “Memória, mercado e transformação digital”, os participantes destacaram que preservar acervos históricos é também garantir futuro, identidade cultural e acesso democrático à informação.

 Arte/Agência Brasil

Notícias relacionadas:Rádio Nacional faz campanha para reunir arquivos históricos.Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional.Rádio Nacional terá programação especial em homenagem ao Dia das Mães.Na primeira mesa, “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”, o presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, destacou a dimensão histórica do acervo da Rádio Nacional e a relação direta da emissora com a formação do próprio museu.

“Eu considero que fora da Rádio Nacional é o maior acervo que se tem conosco lá desde a década de 70”, afirmou.

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O presidente do MIS contextualizou a inauguração da nova sede do museu em Copacabana e lembrou que boa parte da memória cultural brasileira preservada pela instituição nasceu justamente da relação com a Rádio Nacional.

Segundo ele, o MIS possui atualmente mais de 53 mil itens doados, entre partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs. “Isso é muito importante porque às vezes vem complementar a própria preservação que a Rádio Nacional faz do seu conteúdo”, destacou.

Uma pesquisa publicada pela jornalista e doutoranda Akemi Nitahara também reforça a ligação histórica entre o MIS e a Rádio Nacional, apontando que parte significativa da memória da emissora está sob guarda do museu’’Principal emissora da Época de Ouro do Rádio no Brasil, a Rádio Nacional tem lugar de destaque no acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com papel fundamental na difusão e consolidação da cultura nacional, bem como nos primórdios da cultura de massa e da indústria cultural no país, a emissora teve papel fundamental na história da radiodifusão brasileira e seu acervo continua de grande relevância para a academia e a cultura nacionais’’

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A gerente de acervo da EBC, Maria Carnevale, apresentou os desafios da digitalização do acervo da Empresa Brasil de Comunicação e defendeu que tecnologia e preservação precisam caminhar juntas.

Ela explicou que a preservação de um acervo exige critérios rigorosos de seleção e catalogação: “Você produz e guarda para o outro. Isso não pode ser perdido de vista”, afirmou.

Maria também detalhou os processos de digitalização, transcrição e organização de dados desenvolvidos pela EBC, incluindo o uso de inteligência artificial para acelerar pesquisas históricas.

“Não existe mágica nem receita de bolo. A tecnologia ajuda, mas existe um esforço humano enorme de revisão e tratamento”, ressaltou.

Durante a apresentação, a gerente revelou números impressionantes do acervo da EBC: são 7.280 fitas de rolo arquivadas entre Rio de Janeiro e Brasília, além de 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas.

Segundo ela, o acervo digitalizado atualmente corresponde a 28,2% do total. Maria também explicou a criação de sistemas específicos de armazenamento e metadados, fundamentais para localizar e reutilizar conteúdos históricos: “Você tem que sempre informar quem, o quê, quando e onde. Sem informação, identificar esse material depois é muito difícil”, observou.

Ao final do debate, ela resumiu a essência do simpósio: conectar passado e futuro: “A primeira parte celebrou exatamente a história, o passado, os problemas e desafios. E a segunda mesa traz o olhar do futuro”, disse.

Na mesa sobre novas formas para emissoras de rádio no universo digital, a coordenadora artística da Rádio Globo, Thays Gripp, apresentou a transformação da emissora e a estratégia de aproximação com novos públicos.

Durante a explanação, Thays relembrou como a rádio GLOBO passou por uma reformulação profunda e hoje atua de maneira integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais, podcasts e transmissões online: “A Rádio Globo hoje está em todas as plataformas de mídia”, afirmou.

Thays destacou ainda como a emissora passou a dialogar com o público jovem e popular, usando pesquisas digitais constantes para entender hábitos de consumo e preferências musicais.

“Qualquer mudança que a gente vai fazer na rádio, a gente pergunta para o nosso público”, explicou. 

A transformação digital do rádio também esteve no centro da fala de Bruno Pinheiro, da Ozen FM,  que discutiu como podcasts, inteligência artificial e distribuição digital estão mudando o consumo de áudio: “Hoje existem muitas ferramentas disponíveis. O rádio já pode ser mensurado no digital”, destacou.

Bruno explicou como plataformas desenvolvidas pela empresa utilizam IA para identificar, extrair e distribuir automaticamente conteúdos radiofônicos em formato de podcast.

Segundo ele, o rádio encontrou diferentes caminhos na era digital: enquanto algumas emissoras apostaram em câmeras e transmissões em vídeo, outras priorizaram a descentralização do conteúdo em plataformas de áudio: “O podcast falado, bem editado, é um herdeiro daquele antigo rádio AM”, afirmou.

A pesquisadora Juliana Paiva também participou do debate sobre rádio 3.0 e novas métricas de audiência, discutindo formas de compreender o comportamento do ouvinte em múltiplas plataformas.

Representando a Sputnik Brasil, Gilberto Ramos falou sobre o alcance internacional da agência estatal russa e o papel estratégico do rádio como ferramenta democrática de comunicação: “A rádio chega em locais onde outras plataformas não chegam”, afirmou.

Gilberto destacou que a Sputnik atua em mais de 40 países e 32 idiomas, com equipes espalhadas por diversos continentes: “A mídia é uma plataforma de soft power. Difundir cultura de forma plural é fundamental”, disse.

Ao refletir sobre o futuro do rádio, ele reforçou que o meio segue relevante mesmo diante da expansão digital: “Quem falava que o rádio iria acabar errou redondamente”, declarou.

Serviço:

Programação: https://doity.com.br/7-simposio-nacional-do-radio/blog/programacao

Ao vivo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=KcEyi0_OGB0

 

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