Após CPI da Câmara apontar falhas no serviço, comissão da Prefeitura recomenda ação contra o Consórcio Guaicurus
Depois de anos marcados por reclamações de usuários, o transporte coletivo de Campo Grande pode passar por uma intervenção inédita. Problemas como ônibus lotados, atrasos frequentes, viagens canceladas e frota antiga motivaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal em 2025.
Agora, em 2026, as investigações ganham um novo desdobramento. Uma comissão instituída pela Prefeitura concluiu que há indícios de descumprimento contratual e falhas graves na prestação do serviço, recomendando a intervenção no Consórcio Guaicurus.
As conclusões do Executivo reforçam o relatório produzido pelos vereadores durante a CPI, que já havia identificado irregularidades como descumprimento de horários, supressão de linhas e deficiência na renovação da frota.
Para o presidente da Câmara, vereador Papy, o cenário atual valida o trabalho realizado pelo Legislativo. Segundo ele, a investigação enfrentou um tema sensível, mas necessário para a população.
A relatora da CPI, vereadora Ana Portela, destacou que o relatório técnico elaborado pela comissão deu respaldo para que o município avance nas medidas.
Durante os trabalhos, a CPI acumulou mais de 50 horas de depoimentos e reuniu dados que ampliaram a transparência sobre o sistema de transporte, considerado um dos contratos mais relevantes da administração municipal.
A decisão final agora depende da prefeita Adriane Lopes. Caso a recomendação seja acatada, a Capital pode viver uma mudança histórica no modelo de transporte coletivo.






