Preço dos alimentos recuou 4,37% em julho, mas alta do feijão e de outros produtos mantém pressão no bolso
A cesta básica ficou mais barata em Campo Grande em julho. O preço médio caiu 4,37% em relação a junho e passou a custar R$ 809,08. A queda foi puxada principalmente pela redução nos preços da batata e do tomate.
A batata foi o produto que mais barateou no mês, com queda de 26,13%. O tomate veio logo depois, com redução de 18,60%, seguido pelo feijão carioca, que ficou 7,91% mais barato. Também tiveram queda o açúcar, café, manteiga, leite, banana, óleo de soja e farinha de trigo.
Mesmo com a redução geral da cesta, alguns alimentos ficaram mais caros. O arroz subiu 1,25%, a carne bovina de primeira aumentou 0,67% e o pão francês teve alta de 0,44%.
Alta ainda pesa no bolso
Apesar da queda registrada em julho, a conta fica mais pesada quando analisado um período maior. Nos últimos 12 meses, a cesta básica acumula alta de 4,30% em Campo Grande.
Entre os alimentos que mais encareceram nesse período estão justamente a batata e o feijão. A batata acumula alta de 50,12%, enquanto o feijão carioca subiu 38,68%.
Desde o início de 2026, o tomate é o alimento que mais aumentou, com alta de 60,27%. A batata aparece em seguida, com 47,55%, e o feijão teve aumento de 39,09%.
Na outra ponta, alguns produtos ficaram bem mais baratos ao longo do ano. O açúcar caiu 20,79%, o café teve redução de 16,51% e a banana ficou 13,61% mais barata.
Cesta consome mais da metade do salário
Para o trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621, a compra da cesta exigiu 109 horas e 49 minutos de trabalho em julho. Em junho, eram necessárias 114 horas e 50 minutos.
Mesmo com a queda, a cesta consumiu 53,96% do salário líquido do trabalhador, considerando o desconto de 7,5% da Previdência.
Os números mostram que, embora alguns alimentos tenham dado um alívio no orçamento em julho, produtos importantes da alimentação básica ainda acumulam aumentos expressivos ao longo do ano.





